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Movimentos contínuos, dor ignorada e ausência de cuidados adequadas podem levar a lesões crônicas e comprometer também a saúde mental, alerta especialista do CEJAM
Para muitos profissionais, o esforço físico é uma constante na rotina de trabalho. Ao longo dos anos, porém, a repetição de movimentos, a sobrecarga e a ausência de pausas adequadas podem impactar diretamente a saúde, muitas vezes de forma silenciosa e progressiva.
Segundo o Dr. Gustavo Vinent, Supervisor de Saúde Ocupacional do CEJAM – Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”, movimentos repetitivos, associados à pressão contínua sobre músculos e articulações, provocam um desgaste acumulativo. “Esse processo favorece inflamações, perda de mobilidade e até um envelhecimento precoce do sistema musculoesquelético”, explica. Na prática, isso significa que estruturas como tendões, ligamentos e articulações passam a responder com mais dificuldade às exigências do dia a dia.
Esse desgaste nem sempre é percebido de imediato. Geralmente, ele começa com desconfortos leves, que surgem no fim do expediente e desaparecem após o descanso. Com o tempo, esses sinais tendem a se tornar mais frequentes e intensos, indicando que o corpo já não consegue se recuperar no mesmo ritmo. Como destaca o especialista, quadros relacionados ao trabalho têm início lento, mas evolução progressiva, o que pode dificultar a identificação precoce.
No entanto, a dor costuma ser naturalizada nesse contexto e entendida como parte do ofício, o que contribui para atrasar a busca por cuidado. O especialista alerta que esse comportamento pode agravar quadros inicialmente simples. “Desconfortos temporários podem evoluir para lesões crônicas e até incapacitantes”, afirma. Ele reforça que a dor deve ser interpretada como um limite diante da sobrecarga.
Entre as condições mais frequentes estão tendinites, lombalgias, artralgias e bursites, além de alterações na coluna, como protrusões e hérnias de disco. Regiões como joelhos, ombros, quadril e coluna concentram a maior parte das queixas, justamente por suportarem cargas repetidas.
“Como toda máquina, o sistema musculoesquelético precisa de pausas para se recuperar. A ausência desses intervalos leva ao acúmulo de fadiga muscular e microlesões, o que pode acelerar a progressão de quadros dolorosos e degenerativos a longo prazo”, enfatiza o médico.
Os impactos, contudo, extrapolam o campo físico. A dor persistente interfere na qualidade de vida e no bem-estar emocional. De acordo com o Dr. Gustavo Vinent, o sofrimento contínuo pode reduzir a motivação, afetar a autoestima e desencadear sintomas como irritabilidade, insônia e ansiedade, podendo evoluir para quadros de depressão. Segundo o especialista, as consequências afetam a rotina pessoal, o convívio social e a capacidade de trabalho a longo prazo.
Embora esse cenário seja comum, algumas medidas individuais e organizacionais podem ajudar a reduzir os impactos:
• Realizar pausas regulares durante a jornada, permitindo a recuperação muscular;
• Alternar tarefas para evitar a sobrecarga das mesmas estruturas do corpo;
• Manter atenção à postura e utilizar equipamentos de apoio, quando indicados;
• Incluir alongamentos ao longo do dia;
• Praticar atividade física regular para fortalecimento muscular;
• Não normalizar a dor: reconhecê-la como um sinal de alerta e procurar ajuda profissional.
Adotar esses cuidados na rotina ajuda a reduzir o impacto do esforço contínuo e a preservar a funcionalidade do corpo, evitando que os sinais iniciais evoluam para limitações mais sérias e crônicas.
Sobre o CEJAM
O CEJAM – Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim” é uma entidade filantrópica e sem fins lucrativos. Fundada em 1991, a Instituição atua em parceria com o poder público no gerenciamento de serviços e programas de saúde em São Paulo, Rio de Janeiro, Mogi das Cruzes, Osasco, Campinas, Carapicuíba, Barueri, Franco da Rocha, Guarulhos, Santos, São Roque, Lins, Assis, Ferraz de Vasconcelos, Pariquera-Açu, Itapevi, Peruíbe e São José dos Campos.
A organização faz parte do Instituto Brasileiro das Organizações Sociais de Saúde (IBROSS), e tem a missão de ser instrumento transformador da vida das pessoas por meio de ações de promoção, prevenção e assistência à saúde.
O CEJAM é considerado uma Instituição de excelência no apoio ao Sistema Único de Saúde (SUS), tendo conquistado, em 2025, a certificação Great Place to Work. O seu nome é uma homenagem ao Dr. João Amorim, médico obstetra e um dos fundadores da Instituição.
Neste ano, a organização lança a campanha CEJAM 2026: respeito à vida, respeito ao planeta. 365 dias cuidando do presente, transformando o futuro!
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Fonte: Vitória Rosa
