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Foto: Divulgação

O procedimento ocorreu em 1 de setembro e mobilizou equipes do hospital e da Central Estadual de Transplantes. O acolhimento à família foi prioridade durante todo o processo.

O Hospital Itaipu realizou, no dia 1º de setembro, sua primeira captação efetiva e múltipla de órgãos e tecidos. A partir da autorização da família doadora, foram captados rins, fígado, córneas, pele e ossos. O procedimento durou cerca de três horas e contou com a atuação de uma equipe multidisciplinar, em articulação com a Central Estadual de Transplantes do Rio de Janeiro (RJ Transplantes).

 

A captação aconteceu no início do Setembro Verde, mês dedicado à conscientização sobre a importância da doação de órgãos. Mais do que um marco técnico para o hospital, o caso chama atenção para uma etapa essencial de todo o processo: o acolhimento à família diante da perda.

“O processo de doação e transplante começa, em primeiro lugar, pelo acolhimento da família. Podemos usar a melhor técnica possível, mas, se essa família não for acolhida, a doação acaba não acontecendo. Entendemos que é um momento delicado e autorizar a doação para que outras pessoas possam sobreviver é um gesto de altruísmo, carinho e amor ao próximo que não tem tamanho”, explica Rafael Mônaco, cardiologista, médico intensivista e coordenador da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT) do Hospital Itaipu.

A realização da primeira captação efetiva e múltipla é resultado do trabalho de preparação desenvolvido pelo Hospital Itaipu. Equipes médicas, de enfermagem e de fisioterapia vêm sendo treinadas para reconhecer pacientes neurocríticos, acompanhar a evolução dos casos e cumprir todas as etapas previstas no protocolo de morte encefálica.

“Esse procedimento representa um salto de qualidade muito grande para o hospital, não apenas pelos ganhos assistenciais, mas também pelos ganhos técnicos e pela qualidade do atendimento prestado. O paciente em morte encefálica pode beneficiar  muitas outras pessoas se receber o cuidado correto. Um único doador por ajudar até oito pessoas”, destaca Rafael Mônaco.

O médico também reforça que a decisão sobre a doação precisa ser conversada ainda em vida. No Brasil, a autorização cabe à família, mesmo quando a pessoa já manifestou o desejo de ser doadora. “É importante conversar sobre a possibilidade da doação, entender o assunto e procurar se informar. Precisamos desmistificar o processo e retirar o tabu que ainda existe em torno desse tema”, conclui.

Celebrado em 27 de setembro, o Dia Nacional da Doação de Órgãos é uma das principais mobilizações do Setembro Verde. A campanha busca ampliar o acesso à informação e incentivar as famílias a conversarem sobre o assunto.

Sobre o Hospital Itaipu

Localizado em Niterói, o Hospital Itaipu integra a rede assistencial da Unimed Leste Fluminense e oferece atendimento hospitalar aos beneficiários da cooperativa. A unidade reúne estrutura para atendimentos de urgência e emergência, internações, procedimentos cirúrgicos e assistência em diferentes especialidades, com atuação de equipes multiprofissionais. O hospital possui certificação ONA Nível 1, reconhecimento que atesta o cumprimento de critérios de segurança e qualidade nos processos assistenciais.

Fonte:  Yasmim Rosa – Cria Comunicação

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