Foto/Divulgação: CBF e Rafael Ribeiro-CBF
Por Guilherme Pinheiro
Zico acompanhou a partida de estreia do Brasil na Copa do Mundo de 2026 e não perdoou a performance da equipe. Logo de cara, o ídolo rubro-negro notou que os atletas atuavam de forma burocrática e diagnosticou a raiz do problema sem meias palavras:
“Acho que o Brasil jogou de uma maneira muito previsível. Todos lá querendo fazer sua função só. Não houve movimentação, não houve confusão para o adversário, troca de posições. Isso mostra falta de conjunto…”
Prender-se exclusivamente à própria posição facilita a vida da defesa adversária. Afinal, o futebol de alto nível exige trocas rápidas para desorganizar quem marca.
Quando o coletivo não entrega a melhor performance, a atitude individual precisa ganhar peso. Nesse contexto, a atuação de Endrick nos amistosos da seleção destoa da morosidade vista na primeira rodada da Copa do Mundo. O ex-meia, veterano das Copas de 1978, 1982 e 1986, enxerga no garoto uma ousadia escassa no atual elenco:
“Não vejo nenhum jogador ali com a característica e com a personalidade iguais às de um Endrick para correr atrás de uma dificuldade. Ele tem um retrospecto bom em seleção […] Está sempre atento ao erro do adversário.”
Essa leitura do Galinho reforça que a juventude precisa de mais oportunidades e que o uso desses jogadores passa longe de ser um desafio para a seleção. Endrick pode ser uma peça importante, pois busca o jogo o tempo todo e não desiste de nenhuma jogada.
