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Encontro no Rio de Janeiro reúne médicos para debater crescimento do tema na sociedade e riscos de interpretações equivocadas

O aumento de diagnósticos de Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) tem levantado um alerta entre especialistas: até que ponto o tema ganhou visibilidade e em que momento passou a ser tratado de forma superficial?

Essa é a base do encontro “TDAH sem Rótulos: moda ou diagnóstico”, viabilizado pela Cellera Farma, que será realizado em 1º de agosto, às 10h30, na Casa de Arte e Cultura Julieta de Serpa, no Rio de Janeiro (RJ). A iniciativa ocorre durante a Semana Nacional de Conscientização sobre o TDAH e busca ampliar o debate qualificado sobre o transtorno. Como parte da mobilização, o Cristo Redentor será iluminado de laranja, das 20h às 21h, no mesmo dia.

O encontro terá moderação do Dr. Rubens Wajnsztejn, médico neurologista infantil, professor titular e coordenador da Residência Médica em Neurologia Infantil da Faculdade de Medicina do ABC. O debate contará com a participação do Dr. Renato Arruda, médico neurologista, professor da Pós-graduação em Neurodesenvolvimento e seus Transtornos, mestre pela University of Copenhagen, licenciado em Pesquisa Clínica pela Harvard School of Public Health e membro do Conselho Científico da Associação Brasileira do Déficit de Atenção (ABDA); e da Dra. Fabrícia Signorelli, psiquiatra que atua no Ambulatório de TDAH da Unifesp e é colunista do Portal Terra SaúdeLab.

A presença de especialistas das áreas de neurologia e psiquiatria busca ampliar a discussão sobre o TDAH, contemplando diferentes perspectivas clínicas, possibilidades de diagnóstico e caminhos de tratamento.

Segundo o Dr. Wajnsztejn, a maior visibilidade do tema trouxe avanços importantes, mas também exige cautela. “A informação ampliou o acesso ao diagnóstico, o que é positivo. Mas o TDAH continua sendo uma condição clínica complexa, que exige avaliação criteriosa e não pode ser reduzida a listas rápidas de sintomas”, afirma.

Para o Dr. Arruda, o principal risco está na simplificação do tema fora do ambiente médico. “Há uma tendência de interpretar dificuldades pontuais como TDAH, o que pode levar a diagnósticos equivocados”, diz.

Além da discussão sobre diagnóstico, o encontro também deve abordar a importância de uma avaliação ampla, capaz de considerar sintomas, histórico do paciente, impacto funcional e possibilidades de tratamento. A proposta é reforçar que o TDAH exige uma abordagem individualizada, baseada em critérios clínicos e conduzida por profissionais qualificados.

O encontro faz parte de uma série de iniciativas voltadas à ampliação do debate qualificado sobre o transtorno, reunindo especialistas em diferentes cidades do país.

A gerente de Produtos SNC da Cellera Farma, Erika Inacio, destaca que a proposta é contribuir para um entendimento mais responsável sobre o tema pela sociedade como um todo. “O objetivo é estimular uma conversa baseada em evidências, que ajude a diferenciar informação de interpretação e apoie decisões mais seguras na prática clínica”, afirma.

O TDAH é um transtorno do neurodesenvolvimento que pode afetar crianças, adolescentes e adultos. O diagnóstico é clínico e envolve múltiplos critérios, o que reforça a importância de acompanhamento por profissionais qualificados. 

Fontes disponíveis para entrevista

Dr. Renato Arruda

É Neurologista pela USP-Ribeirão Preto, com Mestrado pela University of Copenhagen

Felowship no King’s College de Londres. Licenciado em Pesquisa Clínica pela Harvard School of Public Health, faz parte do Conselho Científico da ABDA (Associação Brasileira de Déficit de Atenção), é Membro do Task-force de atualização do International Consensus Statement da World Federation of ADHD. Integra o Board atual da INSAR (International Society for Autism Research) e é Professor da Pós-graduação Neurodesenvolvimento e seus Transtornos e Co-fundador da Comunidade Aprender Criança

Dr. Rubens Wajnsztejn

É Neurologista da infância e adolescência com graduação em Medicina pela Universidade de São Paulo e Residência Médica em Neurologia Infantil pelo HCFMUSP. É Mestre pela UNIFESP,

Doutor em Ciências da Saúde pela Faculdade de Medicina do ABC. É Professor Titular da Disciplina de Neurologia Infantil do Departamento de Neurociências do Centro Universitário Faculdade de Medicina do ABC e Diretor da SBNI – Sociedade Brasileira de Neurologia Infantil.

Dra. Fabrícia Signorelli
Psiquiatra que atua no Ambulatório de TDAH da Unifesp, com atuação também em TEA, TDAH e altas habilidades. É colunista do Portal Terra SaúdeLab.

Sobre a Cellera Farma

A Cellera Farma é uma indústria farmacêutica brasileira que atua no desenvolvimento, licenciamento e comercialização de medicamentos, suplementos e produtos voltados à saúde. A companhia opera com um modelo baseado em parcerias estratégicas com laboratórios nacionais e internacionais, combinando agilidade operacional, rigor regulatório e foco na ampliação do acesso da população a tratamentos de qualidade.

Com sede em Indaiatuba (SP), a empresa atua como um hub de negócios no setor farmacêutico, conectando parceiros, produtos e iniciativas voltadas à jornada de cuidado de pacientes e profissionais de saúde. Seu portfólio abrange diferentes áreas terapêuticas e integra medicamentos de prescrição, produtos OTC e suplementos.

Fonte: Stella Comunicação

Beatriz Zahra e Fernando Cassaro

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