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Solenidade integra a programação do Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e do Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra. Foto: Divulgação

Macaé intensifica, neste mês de julho, diversas celebrações. Entre elas estão as ações voltadas à valorização da igualdade racial, da memória e do protagonismo das mulheres negras. Como parte da programação alusiva ao Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e ao Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra, a Secretaria Municipal de Políticas de Promoção da Igualdade Racial vai promover no dia 23 de julho (quinta-feira), a cerimônia de entrega do Prêmio Olga Neme 2026,A solenidade será realizada às 17h, no Museu Solar dos Mellos, localizado na Rua Conde de Araruama, nº 248, Centro.

Nesta edição, serão homenageadas Lorraine Moreira, Jessika Celestino e Rute Costa, mulheres cujas trajetórias representam liderança, compromisso social e atuação transformadora em diferentes áreas. O prêmio é um reconhecimento concedido a mulheres que se destacam por suas contribuições à promoção da justiça social e da equidade racial no município. A programação contará ainda com uma roda de conversa entre as homenageadas, proporcionando um espaço de diálogo, troca de experiências e reflexões sobre os desafios, as conquistas e o fortalecimento das mulheres negras.

De acordo com o Secretário Municipal de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Márcio Camelo, a iniciativa reforça o compromisso do município com a valorização da história e da identidade da população negra.

“O Prêmio Olga Neme é uma homenagem às mulheres que transformam realidades por meio da coragem, do conhecimento e do compromisso com a justiça social. Celebrar essas trajetórias é preservar a memória, fortalecer a ancestralidade e reafirmar que a promoção da igualdade racial é uma política pública permanente e essencial para a construção da sociedade”, destacou.

Instituído pelo município, o Prêmio Olga Neme reconhece mulheres que, por meio de suas trajetórias pessoais, profissionais, acadêmicas, culturais, sociais e comunitárias, contribuem de forma significativa para a promoção da igualdade racial, da justiça social e da valorização da população negra.A premiação representa um importante momento de fortalecimento das políticas voltadas à equidade racial, reafirmando o compromisso da Prefeitura de Macaé com a construção de uma sociedade mais justa, inclusiva e livre de qualquer forma de discriminação.

A homenageada que dá nome ao prêmio, Olga Sueli Neme Rios, advogada e defensora dos Direitos Humanos, faleceu em 2013 após dedicar grande parte de sua vida ao trabalho social à frente da Organização Não Governamental (ONG) Milagre da Vida. Sua atuação foi marcada pelo acolhimento e pela defesa dos direitos das pessoas que vivem com HIV, tornando-se uma referência de solidariedade, cidadania e compromisso com a dignidade humana.

Disque Racismo
Como instrumento de enfrentamento ao racismo e às demais formas de discriminação, a Secretaria Municipal de Políticas de Promoção da Igualdade Racial disponibiliza o Disque Racismo, pelo número (22) 99104-7284. O canal foi criado para receber denúncias relacionadas a práticas discriminatórias motivadas por raça, cor, etnia, religião, idade, deficiência ou gênero, oferecendo acolhimento, escuta qualificada e encaminhamento das demandas aos órgãos competentes.

O serviço funciona de segunda a sexta-feira, exceto feriados, permanecendo disponível 24 horas para recebimento das mensagens. A ferramenta fortalece o acesso da população a um atendimento seguro, humanizado e institucional, contribuindo para a responsabilização dos envolvidos e para o combate à impunidade.

25 de julho
Celebrado em 25 de julho, o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra, instituído pela Lei nº 12.987/2014, representam um marco de valorização da luta das mulheres negras por direitos, igualdade e reconhecimento. A data homenageia Tereza de Benguela, líder do Quilombo do Quariterê, no século XVIII, que, após a morte de seu companheiro José Piolho, conduziu a comunidade quilombola por cerca de duas décadas em resistência ao sistema escravista, tornando-se símbolo de liderança, coragem e defesa da liberdade.

Fonte: www.macae.rj.gov.br

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