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A Procuradoria-Geral do Estado do Rio de Janeiro (PGE-RJ) protocolou, nesta quinta-feira (16/07), três ações judiciais contra a Master Corretora e gestoras de fundos de investimento para apurar perdas milionárias sofridas pelo Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro (Rioprevidência). As perdas envolvem recursos públicos da ordem de R$ 641,4 milhões aplicados em fundos administrados pelo conglomerado, atualmente em liquidação extrajudicial.
As ações concentram-se em aportes do Rioprevidência realizados em dois fundos de investimento vinculados ao Grupo Master: Revolution e Texas I FIA. Segundo os documentos protocolados pela PGE, as perdas já alcançam patamares alarmantes:
O fundo chegou a ficar desenquadrado das regras da CVM em novembro de 2025, mantendo apenas 31% do patrimônio em ações, abaixo dos 67% exigidos para fundos de ações.
Gestão temerária e “renúncia de direitos”
As ações protocoladas
A PGE ajuizou três medidas distintas na manhã desta quinta-feira:
3. Ação de Exibição de Documentos, para obtenção de informações, que tramita em segredo de justiça.
Pedidos de bloqueio bilionário
“Essa assimetria de informações persiste até hoje, após a carteira do ‘Fundo Texas I FIA’ ter se tornado invisível, o que prejudica sobremaneira a própria precificação segura do prejuízo experimentado pelo Estado”, argumentam os procuradores.
Os procuradores fundamentam as ações no dever fiduciário dos administradores e gestores de fundos, previsto na Resolução CVM nº 175/2022 e no Código Civil (artigos 1.368-C a 1.368-F). Segundo a PGE, “é inegável a violação de deveres legais e regulamentares pelos demandados, que agora acarretam prejuízo iminente ao patrimônio público previdenciário estadual e, por conseguinte, a responsabilidade civil dos Réus”.
Próximos passos
