Foto/Divulgação: Albert Andrade
O Centro de Documentação e Memória é uma plataforma digital com mais de oito mil ítens, como fotografias, filmes, artigos e obras de arte
Maio é um mês de novidades no Museu do Amanhã. O equipamento cultural da Prefeitura do Rio, sob gestão do idg – Instituto de Desenvolvimento e Gestão, lança o Centro de Documentação e Memória, uma plataforma digital que disponibiliza seu acervo para o público. Mais de oito mil ítens, entre documentos, fotografias, filmes, artigos, obras de arte, entre outros, podem ser acessados a partir do endereço Link. Além disso, a instituição lança o programa Brasil do Amanhã, uma frente de debates aprofundados sobre as múltiplas dimensões da crise contemporânea que ameaçam a democracia. O encontro acontece no próximo dia 7, a partir das 9h30, com o tema “Democracia e Poder Global: Extremismos, Soberania e o fim do multilateralismo?”.
A mesa reunirá Monica Herz, Christian Lynch e Josué Medeiros, com Caroline Caldas (Museu do Amanhã) na mediação, para discutir como o enfraquecimento de organismos multilaterais e a emergência de um mundo mais fragmentado impactam a soberania dos Estados e a estabilidade democrática. Brasil do Amanhã integra o ciclo curatorial “Sustentabilidade é Convivência” e se desdobra em quatro mesas temáticas ao longo do ano, examinando a ordem global, a crise da verdade, a soberania territorial e a disputa cultural da memória.
No mesmo dia, às 15h, a artista ítalo-brasileira Anna Maria Maiolino faz uma apresentação única da performance KA, no Balanço Terra, Átrio do Museu do Amanhã. A obra é uma releitura da histórica Entrevidas, de 1981, e foi concebida em 2025, em virtude da reinauguração do Vão Livre do Museu de Arte de São Paulo (MASP). Neste ano, foi reapresentada na abertura da exposição Terra Poética, individual da artista, inaugurada em março no Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia (MAAT), em Lisboa, Portugal.
Outro destaque do mês é a abertura do edital de convocação para o Prêmio Elisa Frota Pessoa, concurso destinado à escolha dos melhores artigos científicos produzidos por alunas de instituições de ensino superior sediadas no município do Rio de Janeiro. Com o tema “Ciência, Tecnologia e Inovação na promoção de soluções para os desafios urbanos contemporâneos”, o prêmio tem como objetivos fomentar o debate acadêmico, divulgar o tema para além das universidades, estimular pesquisas voltadas à redução de desigualdades, reconhecer trabalhos de excelência produzidos por mulheres e levantar contribuições científicas relevantes para a sociedade. Podem se inscrever pessoas que se identifiquem com o gênero feminino, regularmente matriculadas em cursos de graduação ou pós-graduação stricto-sensu em instituições do Rio de Janeiro, ou que tenham concluído esses cursos há menos de um ano. Os 24 melhores trabalhos receberão premiação financeira que varia de R$2.500 a R$15 mil, conforme a colocação e o grau de escolaridade. As inscrições devem ser realizadas exclusivamente por formulário disponível no site do Museu, e o edital completo pode ser consultado no site oficial da instituição.
A programação de maio inclui ainda o Laboratório Aberto com o Coletivo Coletores, que acontece nos dias 11 e 12, das 14h às 18h. Conduzida pelo artista e pesquisador Flávio Camargo, a oficina de videomapping propõe uma imersão na exposição “Oceano — o mundo é um arquipélago”, em cartaz até 19 de maio, e transforma práticas de projeção em um arquivo material das águas da Baía de Guanabara. A atividade combina experimentação, criação colaborativa e construção de narrativa visual.
Para as crianças, o Brincar é Ciência traz, no dia 16 de maio, a oficina “Experimentações do Brincar: Borda do Oceano”, na qual os participantes farão chaveiros bordados com temáticas da exposição Oceanos. No dia 24, o programa Pequenos Terráqueos traz a Cia Trilhos com o espetáculo “Tilintar dos contos”, em duas sessões para bebês de 0 a 3 anos, às 10h30 e às 11h40, no Observatório do museu. No mesmo dia, às 14h30, o Espaço Educativo recebe a contação de histórias “Amanhã de Histórias: A Cobra Canoa e a criação do Mundo”. Já em 30 de maio, a oficina “Experimentações do Brincar: Oficina de Estamparia com Adinkras” convida o público a mergulhar na simbologia e na escrita antiga do povo Ashanti, por meio do diálogo entre moda africana e técnica de stencil. A atividade acontece em dois horários, às 10h30 e às 14h30. Em todos os sábados de maio, o Educativo Aberto oferece jogos e atividades de mediação com o público espontâneo, das 10h às 12h e das 14h às 18h.
Serviço
Brasil do Amanhã – “Democracia e Poder Global: Extremismos, Soberania e o fim do multilateralismo?”
Data: 7 de maio
Horário: 9h30
Local: auditório do Museu do Amanhã
Participantes: Monica Herz, Christian Lynch, Josué Medeiros
Mediação: Caroline Caldas (Museu do Amanhã)
Prêmio Elisa Frota Pessoa
Período de inscrições: 4 de maio a 31 de agosto
Inscrições: formulário on-line disponível via link
Edital completo: via link
Laboratório Aberto com Coletivo Coletores
Datas: 11 e 12 de maio
Horário: das 14h às 18h
Local: Laboratório de Atividades do Amanhã – Museu do Amanhã
Inscrição: via link
Brincar é Ciência
Experimentações do Brincar: Borda do Oceano
Data: 16 de maio
Horário: 10h30 às 12h
Credenciamento: 10h
Local: Espaço Educativo – Museu do Amanhã
Classificação: a partir de 7 anos
Limite de participantes: 20
Inscrições: via link
Observação: atividade com intérprete de Libras mediante solicitação prévia
Pequenos Terráqueos com Cia Trilhos – “Tilintar dos contos” (primeira sessão)
Data: 24 de maio
Horário: 10h30
Credenciamento: 10h
Local: Observatório – Museu do Amanhã
Classificação: 0 a 3 anos (bebês)
Limite de participantes: 15 bebês
Inscrições: via link
Observação: atividade com intérprete de Libras mediante solicitação prévia
Pequenos Terráqueos com Cia Trilhos – “Tilintar dos contos” (segunda sessão)
Data: 24 de maio
Horário: 11h40
Credenciamento: 11h
Local: Observatório – Museu do Amanhã
Classificação: 0 a 3 anos (bebês)
Limite de participantes: 15 bebês
Inscrições: via link
Observação: atividade com intérprete de Libras mediante solicitação prévia
Amanhã de Histórias: A Cobra Canoa e a criação do Mundo
Data: 24 de maio
Horário: 14h30
Credenciamento: 14h
Local: Espaço Educativo – Museu do Amanhã
Classificação: a partir de 5 anos
Limite de participantes: 30
Inscrições: via link
Observação: atividade com intérprete de Libras mediante solicitação prévia
Experimentações do Brincar: Oficina de Estamparia com Adinkras
Data: 30 de maio
Horários: 10h30 e 14h30
Local: Espaço Educativo – Museu do Amanhã
Classificação: livre
Sem inscrições
Educativo Aberto
Datas: sábados – 2, 9, 16, 23 e 30 de maio de 2026
Horários: das 10h às 12h e das 14h às 18h
Local: Espaço Educativo – Museu do Amanhã
Classificação: livre
Sem inscrições
Sobre o Museu do Amanhã
O Museu do Amanhã é gerido pelo Instituto de Desenvolvimento e Gestão — idg. O projeto é uma iniciativa da Prefeitura do Rio de Janeiro, concebido em conjunto com a Fundação Roberto Marinho, instituição ligada ao Grupo Globo. Exemplo bem-sucedido de parceria entre o poder público e a iniciativa privada, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, Lei Rouanet, conta com o Itaú como patrocinador estratégico, Shell, Vale e Motiva como mantenedores e patrocinadores que inclui IBM e TAG. Tem a Globo como parceiro estratégico, copatrocínio da Águas do Rio, Heineken e Saint-Gobain, apoio da Bloomberg, Engie, B3, White Martins, Caterpillar, Granado, Mattos Filho, EMS e Porto. Através da Lei de Incentivo Municipal tem o apoio da Accenture e Fitch Ratings e conta com a parceria de mídia da Rádio Mix, NovaParadiso, JB FM, Revista Piauí, Folha de S.Paulo e Canal Curta ON.
Sobre o idg
Há 25 anos, o idg atua na gestão e desenvolvimento de projetos culturais, ambientais e educacionais. Une conhecimento, inovação, criatividade e ousadia para dar vida a ideias e contar histórias que provocam reflexões e criam experiências.
Guiado pelo propósito de esperançar futuros possíveis, implementou e gere o Museu do Amanhã e o Museu do Jardim Botânico, no Rio de Janeiro; o Museu das Favelas e o programa CultSP PRO, em São Paulo; o Paço do Frevo, no Recife; e o Museu das Amazônias, em Belém. Também é gestor operacional do Fundo da Mata Atlântica, no Rio de Janeiro.
Fonte: Marcele Ferraz – Alter Conteúdo
