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Foto/Divulgação: Magnific

Especialista explica como a inteligência artificial pode ser incorporada à Educação Infantil sem substituir experiências essenciais ao desenvolvimento das crianças

A inteligência artificial já constitui o mundo atual, fazendo parte da rotina de muitas famílias, mesmo quando essas têm crianças ainda pequenas. Hoje é comum conversar com assistentes virtuais, estudar em aplicativos que ajustam o conteúdo ao ritmo de quem aprende, ver crianças interagindo com brinquedos conectados e gerar imagens com poucos comandos. Essas tecnologias, antes distantes, entraram na rotina sem fazer alarde. Por isso, é necessário fazer uma pergunta entre pais e educadores: qual deve ser o papel da IA durante a primeira infância?

Para Fabiana Falcone, Diretora de Operações Pedagógicas do Fadelito, rede especializada em Educação Infantil, a tecnologia pode oferecer oportunidades importantes, desde que seja utilizada como ferramenta complementar e nunca como substituta das relações humanas.

“Na primeira infância, a criança aprende principalmente por meio da interação, da brincadeira, da experimentação e do vínculo com outras pessoas. A tecnologia pode ampliar possibilidades, mas não pode ocupar o lugar do professor, da família, do contato com outras crianças ou das experiências concretas que fazem parte do desenvolvimento”, afirma.

Segundo a especialista, a IA pode ser incorporada de forma pontual à rotina de crianças pequenas. O importante é utilizar a tecnologia como um ponto de partida para novas descobertas, e não o centro da experiência.

1. Criar histórias junto com a criança

Uma das possibilidades é utilizar ferramentas de inteligência artificial para criar histórias a partir das ideias das próprias crianças. Pais ou professores podem perguntar quem será o personagem, onde a história acontece e qual desafio ele deverá enfrentar. A partir dessas escolhas, o adulto pode utilizar a ferramenta para ajudar a construir a narrativa.

Depois, a experiência pode continuar fora da tela: a criança pode desenhar os personagens, criar outro final, representar a história em uma brincadeira ou inventar uma continuação.

“O mais interessante é não entregar tudo pronto. A criança precisa participar da construção, fazer escolhas e colocar sua imaginação em jogo. A tecnologia entra como apoio para aquilo que ela já começou a criar”, explica Fabiana.

2. Explorar as perguntas que surgem no dia a dia

A infância é marcada pelos “porquês”. Por que o céu muda de cor? Como as formigas carregam objetos maiores do que elas? Por que algumas folhas caem? A inteligência artificial pode ser utilizada pelos adultos como uma ferramenta de apoio para investigar essas curiosidades.

Mas a experiência não precisa terminar na resposta dada pela tecnologia. A pergunta pode levar a uma busca em livros, a uma observação no jardim, a uma experiência ou a uma conversa em sala.

“É importante que a criança perceba que aprender não significa apenas receber uma resposta. Podemos usar a tecnologia para levantar hipóteses e depois procurar outras maneiras de descobrir se aquilo faz sentido”, explica Fabiana.

Essa postura também ajuda a introduzir, de maneira adequada à idade, uma ideia importante: nem tudo o que uma ferramenta responde está necessariamente correto.

3. Apoiar o aprendizado de palavras, sons e idiomas

Recursos digitais também podem complementar atividades envolvendo a linguagem. Com a mediação de um adulto, é possível ouvir a pronúncia de palavras em outro idioma, explorar sons de animais, descobrir novas palavras ou criar jogos simples de associação.

A IA pode, por exemplo, sugerir palavras relacionadas a determinado tema trabalhado em sala, enquanto o professor transforma esse conteúdo em brincadeiras, músicas, desenhos ou atividades corporais.

“A ferramenta pode ampliar o repertório, mas é o professor quem transforma aquela informação em uma experiência adequada à idade e ao contexto da criança”, destaca a diretora.

A inteligência artificial não ocupa o lugar de ninguém, apenas abre possibilidades que o adulto atento sabe conduzir. É essa mediação que mantém a criança no centro, curiosa, participante e livre para imaginar por conta própria, e que permite a famílias e escolas aproveitarem o que a tecnologia oferece sem abrir mão do que só a convivência, a brincadeira e o olhar de quem cuida podem dar.

Sobre o Fadelito: Fundado há 27 anos, o Fadelito é uma das principais redes especializadas exclusivamente em Educação Infantil do país. Com 36 unidades em São Paulo, a rede já contribuiu para a formação de mais de 35 mil crianças e conta atualmente com cerca de 1.600 colaboradores.

Atendendo crianças de 4 meses a 5 anos e 11 meses, o Fadelito possui metodologia socioafetiva própria, desenvolvida por um comitê pedagógico multidisciplinar, que une acolhimento, cuidado e aprendizagem. Entre seus diferenciais está o Baby Learning, programa exclusivo voltado ao desenvolvimento motor e cognitivo dos bebês. 

O Fadelito acredita que cuidar da primeira infância é contribuir para a formação de indivíduos mais preparados para a vida e para a construção de uma sociedade melhor. Afinal, é nos primeiros anos que se lançam as bases do desenvolvimento cognitivo, emocional e social — e do futuro que queremos construir.

Fonte: Caroline Fakhouri – Key Press

 

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