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Foto/Divulgação: FIFA

Por Guilherme Pinheiro

 


A partida foi definida no detalhe, mas o desfecho premiou quem realmente quis jogar futebol. A Espanha superou a Argentina e levou a taça após um verdadeiro duelo tático. Quem acompanhou os primeiros minutos percebeu rapidamente o desenho tático que pautaria o duelo.

Lamine Yamal invadiu a área hermana duas vezes antes do relógio marcar quatro minutos. O jovem garoto exigiu que Dibu Martínez trabalhasse cedo para salvar os sul-americanos. Portanto, o recado ibérico estava dado desde o apito inicial.

Apesar da blitz inicial, o controle europeu esbarrou na falta de contundência durante boa parte do primeiro tempo. Os meias trocavam passes com paciência, mas arriscavam poucas infiltrações incisivas.

Do outro lado do campo, o time de Scaloni produziu pouco e deixou a desejar na parte ofensiva. Messi até tentou alcançar um lançamento longo, porém Unai Simón saiu rápido do gol e frustrou a única fagulha rival. Consequentemente, os argentinos desceram para o vestiário sem chutar uma única vez.

Scaloni ainda tentou consertar o meio-campo, sacando Lisandro Martínez e Nico González para colocar Otamendi e Paredes. No entanto, a pressão espanhola engoliu os hermanos logo nos primeiros segundos.

Baena roubou a bola na saída argentina e quase abriu o placar antes do primeiro minuto. Além disso, a máquina comandada por Luis de la Fuente empilhou chances perigosas pelo corredor central. Olmo chutou cruzado e parou novamente no goleiro argentino.

Triangulações envolventes cortavam a marcação sul-americana desde o meio-campo até a entrada da área. Otamendi e Montiel precisaram cortar cruzamentos providenciais na pequena área. Mesmo com tamanho domínio, faltava o detalhe final para balançar as redes.

Com o relógio correndo contra o desgaste, o treinador espanhol lançou Nico Williams e Merino. O volume de jogo beirava o absurdo, registrando treze finalizações contra o deserto criativo do adversário. A Argentina assustou apenas num cruzamento rasteiro de Simeone, que Simón segurou firme.

Para piorar a situação hermana, Enzo Fernández cometeu falta dura, tomou o segundo cartão amarelo e foi para o chuveiro nos acréscimos. Antes da prorrogação, Yamal ainda cobrou falta no ângulo, obrigando Dibu a espalmar para escanteio.

Foto/Divulgação: Seleção Espanhola

Com um homem a mais, a Fúria alugou a grande área adversária. Nico Williams quase marcou de cabeça, e Merino teve um gol anulado pelo árbitro por falta de ataque. O drama ibérico atingiu o ápice quando o próprio Merino isolou a chance mais cristalina da noite.

Contudo, a teimosia ofensiva cobrou seu preço positivo e na largada do segundo tempo da prorrogação, a muralha sul-americana desmoronou. Após 105 minutos amassando o rival e 19 finalizações acumuladas, Yamal cruzou uma bola venenosa.

Nico Williams ajeitou com muita categoria no bico da área. Em seguida, Ferran Torres fuzilou o gol de Dibu Martínez para cravar o vice-campeonato argentino. Dessa forma, a Espanha superou a Argentina no sufoco da prorrogação e colocou a segunda estrela no peito com extrema autoridade. O mundo, novamente, fala espanhol.

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