Benedita da Silva. Foto/Divulgação
“Eu vivo com isso com a minha sobrinha. A minha família convive com o autismo e com a criança com deficiência. Eu não abro a boca para dizer aquilo que eu não sei, que eu não senti na minha pele”, afirmou Benedita, lembrando que a vivência como cuidadora influenciou sua decisão de se tornar assistente social.
Cuidar de quem cuida
Durante o evento, que reuniu lideranças femininas, gestores de instituições e representantes de abrigos de idosos, a candidata destacou que o poder público precisa tirar o peso do cuidado exclusivo das costas das mães. Ela propôs a criação de uma rede permanente de amparo que envolva saúde, assistência e preparação para o envelhecimento das pessoas com deficiência.
Entre as prioridades apresentadas, Benedita defendeu o diagnóstico precoce e a educação inclusiva; Ou seja, além de ampliar a capacidade de exames e descentralizar o atendimento do autismo pelo SUS, ela propõe fortalecer as escolas públicas para incluir as crianças especiais e preparar os jovens para o mercado de trabalho, respeitando suas habilidades.
“A diferença se acentua dependendo do seu olhar. Terminada a eleição, eu já vou começar a compor os projetos para eles poderem funcionar no ano que vem”, garantiu.
