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Foto/Divulgação: Magnific

Provocada por diversos fatores, condição não deve ser confundida com a epilepsia
A crise convulsiva é uma alteração neurológica causada por uma atividade elétrica anormal no cérebro. Ela pode provocar movimentos involuntários, perda de consciência e tremores intensos. Apesar de ser uma situação que costuma causar preocupação em quem a presencia,saber como agir corretamente e compreender melhor o assunto pode fazer a diferença para garantir a segurança da pessoa.
De acordo com Antonio Ribeiro, coordenador do curso de Enfermagem da UNINASSAU Rio de Janeiro, a convulsão pode ser provocada por diferentes fatores. “Entre as principais causas estão a epilepsia, alterações metabólicas, como a hipoglicemia, traumatismo craniano,infecções no sistema nervoso, como a meningite, acidente vascular cerebral (AVC), tumores cerebrais, febre alta em crianças, além do uso de drogas ou da abstinência de álcool e medicamentos”, explica.
O professor também destaca que convulsão e epilepsia não são a mesma coisa. “A principal diferença da convulsão é um sintoma, enquanto a epilepsia é uma doença crônica. Nem toda convulsão significa que a pessoa tem epilepsia, assim como nem toda epilepsia semanifesta por meio de convulsões”, esclarece.
Apesar de ser uma ocorrência conhecida, a convulsão ainda é cercada por dúvidas e informações equivocadas. Entre os principais mitos está a ideia de colocar objetos na boca da pessoa durante a crise, prática capaz de causar ferimentos e sem qualquer eficáciapara evitar que a língua seja engolida. Também é incorreto tentar segurar braços e pernas para interromper os movimentos, pois isso pode provocar lesões. Outra crença equivocada é associar toda convulsão à epilepsia, já na condições como febre alta, hipoglicemiae traumas também podem causar episódios isolados. Além disso, a epilepsia não é contagiosa nem considerada uma doença mental, mas sim uma condição neurológica que afeta a atividade cerebral.
Os principais cuidados para pessoas com epilepsia envolvem seguir corretamente o tratamento indicado pelo médico e adotar hábitos que contribuam para o controle das crises. Durante um episódio convulsivo, também é importante saber como agir para garantir asegurança da pessoa. “Os cuidados com a epilepsia incluem seguir rigorosamente o tratamento médico com anticonvulsivantes, evitar fatores desencadeantes, como privação de sono e consumo de álcool, e saber agir durante uma crise. É fundamental proteger a cabeçada pessoa, colocá-la de lado para evitar engasgos, nunca tentar conter seus movimentos e jamais colocar objetos em sua boca”, conclui Antonio Ribeiro.

Fonte: Samara de Oliveira Ramos – UNINASSAU

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