Foto/Divulgação: Rafael Ribeiro - CBF
Por Guilherme Pinheiro
Douglas Santos tratou de apagar qualquer fagulha de oba-oba no confronto contra o Haiti pela segunda rodada da Copa do Mundo de 2026. O lateral-esquerdo destacou a intensidade do Haiti, que foi observada na estreia contra a Escócia. Acima de tudo, o grupo entende que vitórias fáceis existem apenas nos palpites de torcedores:
“Estamos falando de uma seleção muito forte fisicamente, com uma intensidade que pudemos ver no jogo que eles fizeram contra a Escócia, e que tem se mostrado uma seleção muito qualificada. Será um jogo muito difícil, no qual o primeiro pensamento é vencer, porque não podemos ter a soberba de falar que vamos golear. Temos que ter os pés no chão, a humildade, e saber que (conquistar) os três pontos é o mais importante nesse momento.”
Além de projetar o duelo tático, o elenco respira a contagem regressiva pela volta do seu principal jogador. Neymar mantém uma influência positiva sobre os companheiros de equipe e o departamento médico corre contra o relógio para devolver o camisa 10 aos gramados:
“Nossa expectativa que o Neymar esteja 100% é das melhores, estamos orando para ele se recuperar. Vai nos ajudar bastante. Ele é um ídolo pra mim, pra todos que aqui estão, até os mais jovens, que viram ele fazendo história nos clubes e na seleção.”
Sobre a titularidade contra Marrocos, Douglas revelou que conversou bastante com Ancelotti sobre como afinar a sincronia da cobertura defensiva pela canhota. O objetivo do esquema é entregar a chave do ataque para Vinícius Júnior:
“Vini é um cara que tem sido nosso desafogo… Mas sabendo que tem Raphinha, Igor Thiago, Matheus Cunha, Bruno que chega muito na frente. Temos conversado do lado esquerdo, para que ele (Vini) tenha possibilidade de mostrar o futebol que sabe. Espero sempre estar fazendo minha função da melhor maneira, que é marcar, para ele marcar gols ali na frente.”
Por fim, o sucesso do nosso setor ofensivo depende de uma defesa leve, inteligente e compactada. O defensor demonstrou clareza sobre sua função tática na lateral. Assim, os pontas ganham campo livre para furar bloqueios e resolver o jogo no terço final.
