Foto/Divulgação: Rafael Ribeiro - CBF
Por Guilherme Pinheiro
A Seleção Brasileira venceu a Índia por 4 a 0 neste sábado (3), cumprindo a obrigação técnica com naturalidade. Além disso, o placar elástico serviu como laboratório real para peças que pediam passagem no elenco. Consequentemente, o treinador italiano evitou o tom de euforia exagerada na sua entrevista coletiva. Ele preferiu focar no rendimento individual daqueles que vestiram a amarelinha por mais tempo nesta rodada de amistosos. Portanto, o saldo esportivo interno pesou muito mais do que o resultado no placar do estádio.
O comandante entende que o nível de exigência tática vai aumentar nos próximos meses. Contudo, fez questão de blindar o grupo e valorizar a entrega diária dos convocados:
“Saímos deste período com a sensação de que os jogadores vão poder fazer melhor. Cada jogador tem sua características e, no final, saímos satisfeitos. Não importa que nível de jogo vamos ganhar, o que importa para nós é fazer o melhor.”
Analisar amistosos exige separar o desempenho do peso da camisa adversária. Nesse sentido, Jair, Bontempo e Breno Bidon souberam explorar os minutos oferecidos em campo. Os três jovens não sentiram a pressão da estreia e entregaram dinâmicas interessantes para o meio-campo brasileiro. Por isso, ganharam pontos valiosos com a comissão técnica de olho nas futuras convocações.
O treinador veterano fez questão de nominar os atletas que preencheram os requisitos táticos cobrados nos treinamentos intensivos da semana. Além disso, ele distribuiu elogios pontuais para quem demonstrou personalidade com a bola no pé:
“Os jogadores foram muito bem. Eu acho que o Jair jogou muito bem. Bontempo, o primeiro jogo foi melhor do que o segundo. O Breno (Bidon) entrou mostrando suas qualidades. O Arthur Dias fez muito bem. Os goleiros também. Neste aspecto, eu acho que estamos muito bem.”
O sarrafo vai subir inevitavelmente nas Eliminatórias, mas a rotação do plantel provou que existe vida além dos onze jogadores habituais. Por fim, a Seleção ganha corpo competitivo e alternativas táticas reais para o restante da temporada.
