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Foto/Divulgação: Rafael Ribeiro/CBF

Por Guilherme Pinheiro

 

O técnico Carlo Ancelotti vai usar o amistoso contra o Egito para realizar o último laboratório tático antes da Copa do Mundo. O italiano entende perfeitamente a urgência do calendário atual e sabe que o jogador do Flamengo oferece algo único para o setor de criação. Por isso, o comandante justificou a escolha com clareza durante a sua entrevista coletiva:

“Bom, é o último jogo para fazer testes. Depois, fica mais difícil fazê-los. O Paquetá é um jogador importante para a gente porque tem características diferentes das de outros meias.”

Ter Paquetá no time titular altera a dinâmica de passes e melhora a aproximação entre os jogadores do meio de campo. Além disso, a comissão técnica quer avaliar as novas peças no comando de ataque. A formação com quatro homens na frente já virou rotina. Contudo, o treinador busca o famoso plano B para furar retrancas fechadas. Desse modo, o centroavante Igor Thiago também deve ganhar sua chance de ouro:

“Sim, quero testá-lo (Lucas Paquetá), assim como quero testar o Igor Thiago no jogo de amanhã para buscar outra opção. Acho que o sistema com os quatro na frente é bastante consolidado, mas quero provar outra alternativa neste último teste.”

Mesmo guardando a lista oficial a sete chaves, os treinos recentes entregaram o desenho principal do time. Assim, a provável escalação brasileira ganha forma para o confronto. A defesa deve atuar com Alisson, Wesley, Marquinhos, Léo Pereira (Gabriel Magalhães) e Douglas Santos. Enquanto isso, Casemiro e Bruno Guimarães garantem a proteção no meio. O quarteto ofensivo traz Lucas Paquetá, Igor Thiago, Vini Júnior e Raphinha.

Por outro lado, a comissão técnica planeja rodar o elenco inteiro durante a partida. O regulamento do amistoso permite trocas massivas de jogadores. Afinal, gerenciar o desgaste físico virou regra básica antes de uma Copa do Mundo. Ancelotti deixou esse planejamento desenhado ao detalhar a segunda etapa do jogo contra o Egito:

“Amanhã temos 11 mudanças, vou aproveitar as 11 mudanças na segunda parte. Pode ser alguns jogadores que precisem jogar mais, que tenham saído de lesão anteriores, como Raphinha, Bruno, pode ser que eu dê um pouco mais de minutos a eles, mas todos vão jogar.”

A estratégia principal visa extrair o melhor de cada atleta neste sábado e agora resta conferir se essas variações entregarão as respostas certas.

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