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Foto/Divulgação: Rafael Ribeiro/CBF

Por Guilherme Pinheiro

 

Alisson entra em campo neste sábado (13), contra o Marrocos, em Nova Jersey, e pode se juntar a Gilmar e Taffarel como o terceiro goleiro brasileiro a disputar três Copas do Mundo como titular.

Nas arquibancadas, alguns torcedores frequentemente apontam o dedo para o goleiro após as últimas duas eliminações. Ninguém esquece a derrota para a Bélgica em 2018 ou a falta de defesas nos pênaltis contra a Croácia em 2022. No entanto, o veterano rejeita qualquer assombração sobre seu desempenho nas últimas edições. Ele garante que guarda apenas o incômodo natural pela ausência do título.

Alisson comentou sobre as cobranças e demonstrou ter tranquilidade mental diante dos ataques externos.

“Não sei a intenção de quem critica ou traz à tona esse tipo de questão (eliminações), mas de maneira nenhuma me assombra ou tira a confiança. O que mais me incomoda de tudo isso é não ter vencido. Para um goleiro, sempre fica aquilo… Se eu tivesse feito algo diferente.”

Da era Dunga até a consolidação com Tite, o atleta se manteve presente nas convocações. Por outro lado, muitos analistas cobram que ele repita no Brasil os mesmos “milagres” que opera no Liverpool. Dessa forma, o gaúcho aceita as exigências da torcida como uma parte inerente da sua profissão. Ele sabe que a conquista da Copa América aliviou a tensão momentânea. Mas reconhece que o sarrafo de uma Copa do Mundo atinge um patamar muito mais alto.

“Cobranças são naturais. Injustas ou não, fazem parte futebol, do pacote de vestir a camisa, pela história. As pessoas querem que os jogadores da Seleção Brasileira conquistem título. Pude experimentar vencendo uma Copa América, mas nada se compara a conquistar uma Copa do Mundo.”

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