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Condições que podem levar uma pessoa até ao suicídio, problemas de saúde mental como depressão, ansiedade e burnout podem, ainda por cima, enfrentar desafios na hora de conseguir a licença remunerada no INSS: o alerta vem da advogada previdenciária Karen Figueiredo, que também aponta doenças mentais como vice-campeã de afastamentos no ranking do sistema.
Embora a popularidade e campanhas de conscientização em prol do autocuidado como o Setembro Amarelo, Karen explica que há armadilhas que fazem o processo ser negado.
“Como são situações que não se comprova com exames comuns, por exemplo, é passível de reprovação pelo perito. Para aumentar as chances de convencer sobre o real problema, é necessário um laudo médico bem detalhado, em especial, que informe reais malefícios ou ateste incapacidade do paciente exercer atividades laborais no período de tratamento”, ressalta.
Embora a dificuldade, Karen lembra que recorrer ao direito ao afastamento ou até à aposentadoria pode ser o melhor caminho.
“Se é a segunda maior causa de licenças, é porque a Previdência Social entende sim que é importante conceder. O veto ocorre com outros vários problemas de saúde, pois o perito não domina todas as especialidades e tem pouco tempo para definir se libera ou não. Tem que justificar o requerimento corretamente”, defende.
A advogada ainda salienta que não é só o laudo que importa.
“A documentação para a concessão do benefício tem que estar também toda no padrão. Pois, se for negada, não há retroativo e o assegurado perde dinheiro.enquanto está parado. Ideal é a orientação profissional, principalmente em casos mais complexos”, finaliza Karen Figueiredo.
Fonte:
Amanda Melo