Hospital Estadual Alberto Torres. Foto/Divulgação
Na noite de ontem (domingo 15/03), a moradora Juliana do Bairro Trindade, em São Gonçalo, foi socorrer sua avó, a idosa de 95 anos Laurentina Áreas da Silva, que havia sofrido um acidente doméstico (tombo) e batido com a cabeça. Imediatamente levaram a idosa para o atendimento de emergência do Hospital Estadual Alberto Torres (HEAT), no Colubandê. Mas, depois de uma tomografia realizada, a idosa ficou cerca de 2 horas aguardando a avaliação de um médico neurologista (médico especialista no diagnóstico e tratamento de distúrbios do sistema nervoso, abrangendo cérebro, medula espinhal e nervos periféricos) e nada. E pior, ela teve alta, sem sequer saber se seu caso é grave ou não.

DENÚNCIA
Familiares da idosa Laurentina, irão se unir e fazer denúncia contra o Hospital Estadual Alberto Torres, por maus tratos no atendimento a vítima de acidente doméstico. “Não é possível e é inadmissível, uma cidade como São Gonçalo, que tem mais de um milhão de habitantes, não ter um local funcionando 24 horas, especializado em traumas, para atender a população. O caso da minha avó deve ser um de centenas que vem acontecendo no dia a dia, com os cidadãos gonçalenses. Pela lei, nossos idosos merecem atendimento, socorro urgente e atenção especial. Vamos sim, brigar e denunciar, pois não podemos simplesmente cruzar os braços e nos acomodar. Receber mau atendimento médico, especialmente sendo idoso, é uma violação de direitos garantidos pelo Estatuto do Idoso (Lei nº 10.741/2003) e constitui, em muitos casos, negligência ou omissão de socorro”, declarou Juliana, neta de Dona Laurentina, que está em casa sem saber se seu caso é grave ou não. “Vamos tomar providências, e procurar urgente um local onde minha avó possa receber atendimento médico de neurologista”, finalizou.
Por: Redação
