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Foto/Divulgação: Freepik

No Dia Mundial do Rim, especialista explica como mudanças simples no dia a dia podem ajudar a prevenir a doença renal crônica, que muitas vezes evolui sem sintomas

 


No Dia Mundial do Rim, neste ano celebrado em 12 de março, médicos chamam atenção para uma condição que muitas vezes evolui de forma silenciosa: a doença renal crônica (DRC). O problema ocorre quando os rins perdem progressivamente a capacidade de filtrar o sangue, eliminar toxinas e manter o equilíbrio de líquidos e minerais do organismo.

A doença pode avançar durante anos sem apresentar sintomas perceptíveis, o que faz com que muitos pacientes só descubram o diagnóstico quando a função renal já está significativamente comprometida. Estima-se que cerca de 850 milhões de pessoas no mundo convivam com algum grau de doença renal, segundo dados de organizações internacionais de saúde.
No Brasil, o cenário também preocupa. De acordo a Sociedade Brasileira de Nefrologia, 20 milhões de pacientes sofrem de alguma doença renal e muitos casos evoluem para estágios avançados todos os anos, necessitando de diálise ou transplante renal. O tema ganhou ainda mais visibilidade recentemente após o transplante renal do ator Jackson Antunes, realizado pela equipe dos médicos Pedro Túlio Rocha Eduardo Fernandes, do Hospital São Lucas Copacabana, da Rede Américas, no Rio de Janeiro. No procedimento, o rim foi doado pela esposa do artista.
Para Pedro Túlio,  a prevenção continua sendo a principal estratégia para evitar a progressão da doença. Mudanças simples no estilo de vida podem reduzir significativamente o risco de danos aos rins . Confira hábitos que você pode adotar e manter a saúde dos seus rins:
1. Conheça os fatores de risco
A doença renal crônica pode se desenvolver ao longo dos anos sem apresentar sintomas evidentes. Por isso, conhecer os principais fatores de risco é um passo essencial para prevenir o problema e buscar acompanhamento médico quando necessário.
Entre os fatores que aumentam a probabilidade de desenvolver comprometimento da função renal estão diabetes, hipertensão, obesidade, histórico familiar de doença renal e envelhecimento. Pessoas que convivem com essas condições devem ter atenção especial e realizar acompanhamento médico regular.
Identificar esses fatores precocemente permite adotar medidas preventivas e monitorar a saúde dos rins antes que a doença avance para estágios mais graves.
“Grande parte dos casos de doença renal crônica está associada a condições como hipertensão e diabetes. Por isso, identificar esses fatores de risco e acompanhar a função renal regularmente é fundamental para evitar a progressão da doença”, explica o nefrologista.
2.Mantenha uma boa hidratação
Os rins desempenham papel central na regulação do equilíbrio de líquidos do organismo. Uma hidratação adequada contribui para que esses órgãos consigam filtrar o sangue de forma eficiente e eliminar substâncias que o corpo não precisa mais, como toxinas e resíduos metabólicos.
Além disso, a ingestão regular de água ajuda a manter o volume adequado de urina e pode reduzir o risco de formação de cálculos renais, popularmente conhecidos como pedras nos rins.
“Uma hidratação adequada contribui para o bom funcionamento dos rins e facilita o processo de filtragem do sangue e eliminação de substâncias que o organismo não precisa mais”, diz o Pedro Túlio.
3. Faça exames de rotina
A doença renal crônica é frequentemente chamada de doença silenciosa, justamente porque seus sintomas costumam surgir apenas em fases mais avançadas. Por isso, exames de rotina são essenciais para detectar alterações precoces na função renal.
Testes simples, como a dosagem de creatinina no sangue, o cálculo da taxa de filtração glomerular e exames de urina, já são capazes de identificar sinais iniciais de comprometimento renal.
“A doença renal muitas vezes evolui sem sintomas evidentes. Por isso, exames de rotina são fundamentais para detectar alterações precocemente e iniciar o acompanhamento adequado antes que o quadro evolua”, finaliza o especialista.
Fonte: Annie Lattari 

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