Condominio Parque das Águas em São Gonçalo

Condominio Parque das Águas em São Gonçalo. Foto/Montagem/Divulgação/Redes Sociais

Nos corredores dos prédios mulheres são xingadas e passam por situações vexatórias

Hoje é o Dia Internacional das Mulheres, não é apenas uma data comemorativa, mas um símbolo da luta histórica das mulheres por direitos, equidade e respeito. Sim, respeito, mas infelizmente nos dias de hoje ainda existem homens que não o fazem. Apesar das inúmeras conquistas ao longo das décadas, a luta por igualdade de gênero ainda é um desafio global. Mulheres continuam enfrentando desigualdades e altos índices de violência de gênero.

Esta semana recebemos em nossa redação denúncias de moradoras do condomínio Parque das Águas, em São Gonçalo, que passaram por xingamentos e situações vexatórias feitas pelo síndico Wilian Mattos. Elas se dizem humilhadas e reclamam da maneira grosseira que Wilian as trata. “Como vocês sabem hoje o senhor síndico me desrespeitou no corredor do meu prédio no Itaipuaçu, onde o mesmo mora também.”, desabafou a moradora em suas redes sociais. “Fui na administração do condomínio e fui tratada como uma maluca doida na presença dos funcionários. Eu desci e fui na minha sogra porque estava muito nervosa, lá no Piratininga. Fui lá na administração, na hora que eu cheguei, o síndico já tava lá pronto pra me atacar novamente. Enquanto eu estava falando com outra moradora e escrevendo no livro ele veio e começou a me ofender novamente na frente de outras pessoas. Estou muito mal até quando nós mulheres vamos permitir um síndico querendo mandar em todos. Será que as pessoas só vão enxergar, quando ele agredir um morador ou uma moradora. Acho que estamos pagando caro para estar convivendo com esta situação. Até quando vamos conviver com esta situação.”, declarou e alertou outra moradora. Segue abaixo a gravação.  

CONFIRA: 

Moradoras do condomínio formaram um grupo de mulheres para ir à justiça para realizar queixa crime por agravações verbais, e tentativa de agressões físicas, tanto na justiça comum, quanto no MP. 

Outra moradora chamou a atenção para situação do síndico perante a justiça. “Ele já foi enquadrado na Lei Maria da Penha. Além de responder processos também na área cível. È só acessar a internet e conferir.“, informou outra moradora.

OS PROCESSOS CITADOS PELA MORADORA PODEM SER CONSULTADOS PUBLICAMENTE:

0800511-452023.8.19.0004

Classe: Procedimento Cível.

Órgão julgador: 8° Vara Cível de São Gonçalo


LEI MARIA DA PENHA


PROCESSOS:

0102083-14.2022.8.19.0004

0001059-06.2023.819.0004

0002459-55.2023.8.19.0004

0009556-09.2023.8.19.0004   

“O síndico Willian já se envolveu em briga com morador dentro da academia do condomínio. A violência foi tanta, que teve até ferimentos. Já agrediu a esposa do vizinho. E até bateu num idoso, morador querido por todos daqui. Seu histórico é de envolvimento em várias brigas. Não podemos condenar ninguém, sabemos que quem tem poder para determinar culpa é a nossa justiça. Acreditamos que no nosso caso, que será investigado, a punição será feita. Pois, perante o Nosso Senhor ele já deve estar arrependido.”, finalizou outra moradora do prédio Itaipuaçu.

  • Por questões de segurança mantivemos em segredo os nomes das moradoras.

 

* Nossa equipe tentou fazer contato com o síndico, mas até o momento da publicação desta matéria não conseguiram. Telefone:(21) 2724-7173 

Foto/Divulgação/Alerj

DEPUTADOS PROPÕEM UM PACOTÃO DE NOVAS LEIS EM DEFESA DAS MULHERES E AMPLIAÇÃO DOS DIREITOS FEMININOS

A criação da CPI do Feminicídio, destinada a investigar o aumento desse tipo de crime e a eficácia das políticas públicas de proteção feminina, foi publicada no Diário Oficial do Legislativo desta quarta-feira (04/03). A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) protocolou também sete projetos de lei e uma indicação legislativa que tratam sobre a proteção dos direitos femininos e o apoio a mulheres vítimas de violência física e sexual.

Entre as medidas propostas está o Projeto de Lei 7204/26, que estabelece o Pacto Estadual Contra o Feminicídio e cria o Observatório Estadual da Mulher como mecanismo permanente de governança, monitoramento e articulação interinstitucional para a proteção feminina. A iniciativa é originalmente da deputada Tia Ju (REP), com coautoria de toda a bancada feminina da Alerj, composta por 16 deputadas.

Já o Projeto de Lei 7187/26, de autoria do presidente em exercício da Alerj, deputado Guilherme Delaroli (PL), altera as regras relacionadas aos horários dos vagões femininos nos sistemas ferroviário e metroviário. A proposta estabelece a obrigatoriedade de vagões exclusivos para mulheres de forma permanente (24 horas) – atualmente, essa norma somente é válida para os horários de pico nos referidos serviços de transporte.

Na linha também de buscar o bem-estar das mulheres, o Projeto de Lei 7196/26, do deputado Rosenverg Reis (MDB), garante o direito de transferência escolar imediata e acompanhamento psicossocial de vítimas de violência sexual nas redes pública e privada de ensino. O parlamentar também protocolou o Projeto de Lei 7205/26, que suspende cautelarmente benefícios sociais e educacionais estaduais a pessoas formalmente acusadas de crimes de violência sexual.

VIOLÊNCIA DE GÊNERO

Outra medida de proteção às vítimas desse tipo de crime foi publicada na forma do Projeto de Lei 7190/26, de autoria do deputado Elton Cristo (PP), que obriga a disponibilização de uma plataforma digital anônima de comunicação de situações de violência sexual nas instituições de ensino do Estado. A proposta prevê a utilização de recursos de inteligência artificial para a execução da medida.

O Programa Estadual de Monitoramento Eletrônico de Agressores é mais um reforço para a proteção feminina. Protocolada como o Projeto de Lei 7188/26, de autoria do deputado Munir Neto (PSD), a norma destaca que o descumprimento das medidas protetivas de urgência precisa ser enfrentado e, por isso, sugere o monitoramento eletrônico do agressor, aliado ao uso de dispositivo de alerta pela vítima, com a finalidade de evitar novas agressões ou o feminicídio.

A deputada Renata Souza (PSol) propôs a inclusão, no Calendário Oficial do Estado do Rio de Janeiro, do Dia de Luto e de Memória às Mulheres Vítimas de Feminicídio. Além disso, a parlamentar solicitou ao Governo do Estado o envio de projeto de lei que crie uma política de capacitação dos servidores públicos para identificação e prevenção à violência de gênero. O pedido foi feito através da Indicação Legislativa 631/26, que pretende promover um projeto de educação continuada nas repartições públicas.

Os dados completos do Governo do Estado sobre o Panorama da Violência contra a mulher 2025 estão disponíveis aqui (https://www.ispdados.rj.gov.br/PN/PVCM26.html).

 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *