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Calor intenso e aumento da circulação de pessoas pressionam a rede de urgência e emergência no estado
O mês de fevereiro, tradicionalmente marcado por altas temperaturas e pela intensificação da circulação de pessoas em razão do verão e do Carnaval, figura entre os períodos de maior pressão sobre os serviços de urgência e emergência no Rio de Janeiro. Dados recentes das secretarias estadual e municipal de Saúde indicam que as condições climáticas típicas dessa época do ano têm impacto direto no volume de atendimentos no Sistema Único de Saúde (SUS).
Segundo a Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ), entre 1º e 13 de janeiro de 2026, as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) estaduais já haviam registrado 2.072 atendimentos relacionados aos efeitos do calor, como desidratação, mal-estar, tontura e taquicardia, um aumento de 7,3% em comparação com o mesmo período de 2025. Já na capital fluminense, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS-RJ) contabilizou 3.119 atendimentos possivelmente associados ao calor extremo entre 9 e 13 de janeiro, número 26,84% superior à mediana histórica registrada para o mesmo intervalo em anos anteriores, conforme dados divulgados pela Agência Brasil (EBC).
O impacto do verão também se reflete nos grandes eventos. Durante o Carnaval de 2025, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192) da cidade do Rio de Janeiro realizou 3.197 atendimentos, o que representou um aumento de 19,2% em relação ao Carnaval de 2024, de acordo com balanço oficial do Governo do Estado do Rio de Janeiro. No mesmo período, as 27 UPAs estaduais somaram 33.908 atendimentos, evidenciando a alta demanda por serviços emergenciais durante a folia.
Para o Doutor e Coordenador do Curso de Enfermagem do Centro Universitário Anhanguera, Bruno Henrique Mendonça Ribeiro, os números confirmam um padrão já observado pelos profissionais da área. “Os meses de verão, especialmente fevereiro, concentram fatores que elevam o risco de agravos à saúde, como calor intenso, esforço físico prolongado e mudanças na rotina. Esse cenário exige atenção redobrada para sinais precoces de desidratação, exaustão térmica e descompensação de doenças crônicas, além de planejamento adequado das equipes assistenciais”, explica.
O docente da Anhanguera destaca ainda que idosos, crianças e pessoas com doenças cardiovasculares e respiratórias estão entre os grupos mais vulneráveis nesse período. “A busca precoce por atendimento e medidas simples de prevenção, como hidratação constante e pausas à sombra, são fundamentais para evitar quadros mais”, completa.
Sobre a Anhanguera:
Com 32 anos de história, a Anhanguera oferece para jovens e adultos uma infraestrutura moderna, ensino de excelência e portfólio diversificado com mais de 63 cursos de graduação presenciais, 43 semipresenciais e 57 na modalidade a distância, além de pós-graduações, cursos livres, profissionalizantes, técnicos e EJA.
Pertencente à Cogna Educação, a maior e mais completa empresa de soluções educacionais do país, a Anhanguera conta com 108 unidades e centenas de polos em todos os estados brasileiros. Atende milhares de alunos com um corpo docente formado por professores especialistas, mestres e doutores e, 94% da instituição possui conceito 4 ou 5 no Ministério da Educação, sendo 5 a nota máxima atribuída pelo órgão responsável. Para mais informações das soluções educacionais, acesse o site.
Fonte: Letícia Zuim Gonzalez
