Estaleiro Mauá. Foto/Divulgação
Pré-lançamento de “Mauá: Como o estaleiro da Ponta D’Areia moldou a Indústria Naval Brasileira” acontece no estande da empresa, que pela 4ª vez participa da ROG.e, definido pelo IBP como o maior festival de energia do planeta
O Estaleiro Mauá realizará, em 23 de setembro, durante a ROG.e 2026, o pré-lançamento do livro “Mauá: Como o Estaleiro da Ponta D’Areia moldou a Indústria Naval Brasileira”. A apresentação será realizada em um coquetel para clientes, parceiros e convidados, das 17h às 19h, no estande L-14, Pavilhão 3, no Riocentro, no Rio de Janeiro.
Mais do que uma publicação comemorativa dos 180 anos da indústria naval brasileira, a obra se apresenta como um registro histórico das origens do setor no país. O livro recupera a trajetória iniciada em 1846, na Ponta D’Areia, em Niterói, onde Irineu Evangelista de Sousa, futuro Barão e Visconde de Mauá, adquiriu a fundição que viria a ser reconhecida como o Marco Zero da construção naval brasileira. Ao revisitar a formação do Estaleiro Mauá e sua contribuição para o desenvolvimento industrial do Brasil, a publicação propõe uma leitura sobre a construção de competências, infraestrutura, mão de obra especializada e capacidade produtiva que ajudaram a estruturar o setor naval ao longo de quase dois séculos. Do Marco Zero à economia azul.
Em 1850, o complexo da Ponta D’Areia já figurava entre os maiores da América do Sul. De lá saíram embarcações que atravessaram episódios decisivos da história do país, como o vapor Marquês de Olinda, construído em 1864. No início do século XX, a reativação do estaleiro trouxe o dique Lahmeyer, voltado ao reparo de grandes navios, e, entre as décadas de 1960 e 1980, a unidade construiu mais de uma centena de embarcações no âmbito do 2º Plano de Construção Naval. Hoje, o Estaleiro Mauá é um dos estaleiros mais tradicionais em operação no Brasil. É essa trajetória que o livro coloca em perspectiva, em um momento em que a indústria naval brasileira discute seu próprio futuro: descarbonização da navegação, retrofit e renovação de frota, apoio às energias renováveis offshore, descomissionamento de ativos, digitalização da operação industrial e formação de mão de obra para novas tecnologias, temas que compõem a agenda da economia azul e que têm em Niterói e na Baía de Guanabara um de seus territórios mais representativos.
Participação na ROG.e 2026
O pré-lançamento integra a participação do Estaleiro Mauá na ROG.e 2026, um dos principais encontros da cadeia de energia da América Latina. Realizado entre 21 e 24 de setembro, o evento reunirá empresas, especialistas, autoridades e profissionais dos segmentos de óleo e gás, offshore, naval, inovação e transição energética. Nesta edição, a ROG.e, sigla para Rio Oil & Gas Energy, deverá ocupar 117 mil m² no Riocentro, com expectativa de receber 75 mil participantes, mais de 650 marcas expositoras, 22 mil m² de área de exposição e 13 pavilhões internacionais.
A dimensão do encontro reforça seu papel como ambiente estratégico para negócios, troca de conhecimento e articulação entre diferentes elos da indústria de energia.
“A ROG.e é um espaço estratégico para aproximar os diversos agentes da indústria, discutir caminhos para setores fundamentais ao desenvolvimento do país e identificar oportunidades para a cadeia naval e offshore. Olhamos para esses 180 anos como ponto de partida, e não como ponto de chegada. O estaleiro que queremos construir daqui para frente está ligado à economia azul: retrofit e descarbonização de embarcações, apoio às energias renováveis offshore, descomissionamento, digitalização da operação e qualificação de mão de obra. É assim que uma história iniciada em 1846 segue relevante para as decisões que o país toma agora”, afirma Miro Arantes, CEO do Estaleiro Mauá.
Encontro com clientes e parceiros
O coquetel promovido pelo Estaleiro Mauá será dedicado ao relacionamento institucional e à troca de experiências entre profissionais e empresas das cadeias naval, offshore e energética. Além de marcar o pré-lançamento do livro, o encontro reforçará a relevância da cooperação entre empresas, instituições e profissionais para o fortalecimento da indústria naval brasileira, em um contexto de novas oportunidades associadas à expansão das atividades offshore, à renovação de ativos e à transição energética. “Contar a história da Ponta D’Areia é também afirmar uma vocação que segue viva em Niterói e na Baía de Guanabara.
O que está em jogo hoje não é apenas preservar a memória de um estaleiro, e sim reconhecer a indústria naval como infraestrutura de futuro, capaz de articular universidades, fornecedores, portos e políticas públicas em torno da economia azul. Levar esse debate para a ROG.e é colocá-lo diante de quem decide os rumos do setor”, afirma Heitor Ciuffo, assessor institucional do Estaleiro Mauá.
Serviço
Estaleiro Mauá na ROG.e 2026 Data: 21 a 24 de setembro de 2026
Horário: a partir das 10h
Local: Riocentro, Avenida Salvador Allende, 6.555, Barra Olímpica, Rio de Janeiro (RJ) Pavilhão: 3 Estande: L-14
Fonte: Milas Miranda

