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Fernanda Neves. Foto/Divulgação

Reunião com representantes das agremiações discutiu os desafios e a importância do Carnaval para a cidade

O samba foi o ponto de encontro. Em uma noite de conversa, música e troca de experiências, dirigentes das escolas de samba dos grupos Especial, Prata, Bronze e Acesso de Niterói se reuniram para falar sobre os desafios e as perspectivas do Carnaval da cidade.

Fernanda Neves. Foto/Divulgação

Mais do que uma festa concentrada nos dias de Carnaval, as escolas de samba fazem parte da vida dos bairros e mantêm durante todo o ano uma rede de pessoas envolvidas com música, dança, costura, adereços, cenografia, produção cultural e organização comunitária.

A reunião contou com a presença da candidata a deputada estadual Fernanda Neves. Casada com o prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, há 34 anos, pedagoga e gestora pública, Fernanda destacou a importância das agremiações para a cultura e para a economia da cidade.

“O samba faz parte da identidade de Niterói e é construído durante o ano inteiro. Quando a gente olha para uma escola de samba, não está olhando apenas para o desfile. Existe uma comunidade inteira por trás, com artistas, trabalhadores, famílias e pessoas que dedicam seu tempo para manter essa história viva”, afirmou Fernanda.

Fernanda Neves. Foto/Divulgação

A importância econômica dessa cadeia também vem ganhando reconhecimento. O Carnaval movimenta setores como hotelaria, alimentação, comércio, transporte e serviços, além de gerar trabalho diretamente ligado à produção dos desfiles.

Em 2025, mais de 250 mil pessoas participaram da programação de Carnaval em Niterói. A rede hoteleira chegou a registrar 85% de ocupação durante o período. Os números ajudam a dimensionar o impacto da festa para além das quadras e da avenida.

Nos últimos anos, a estrutura do Carnaval niteroiense também passou por um processo de fortalecimento. Em 2026, os desfiles foram realizados em uma nova Passarela do Samba, no Caminho Niemeyer, reunindo agremiações de diferentes categorias. A Prefeitura também passou a investir em iniciativas de formação profissional relacionadas ao Carnaval, reconhecendo o potencial da atividade como parte da economia criativa.

A cadeia produtiva envolve profissionais que muitas vezes permanecem longe dos holofotes: costureiras, aderecistas, escultores, marceneiros, soldadores, músicos, cenógrafos e produtores. São trabalhadores que começam a preparar um Carnaval muito antes de o primeiro samba-enredo ser cantado na avenida.

“O que mais me encanta no Carnaval é essa capacidade de reunir pessoas diferentes em torno de um sonho coletivo. Tem o artista, tem quem costura, quem constrói, quem toca, quem dança, quem organiza e, principalmente, tem a comunidade. É cultura, mas também é trabalho, aprendizado e oportunidade”, disse Fernanda.

A força do samba niteroiense também ultrapassa os limites do município. A cidade possui escolas com presença histórica no Carnaval carioca, como a Unidos do Viradouro, e vem ampliando sua participação nas diferentes divisões dos desfiles do Rio.

Mas, para além dos títulos e das disputas, o encontro com os dirigentes colocou em evidência outro aspecto: a importância das escolas como espaços permanentes de convivência, pertencimento e preservação da memória cultural.

“Foi uma alegria estar com quem faz o Carnaval de Niterói acontecer. Cada escola tem uma história e uma comunidade que merece ser ouvida. Valorizar essas pessoas é valorizar uma parte importante da nossa cidade”, completou Fernanda.

Em uma cidade que tem na cultura uma de suas marcas, o samba segue ocupando um lugar que vai muito além da avenida: é tradição, identidade, trabalho e uma forma de reunir comunidades em torno de uma história que continua sendo escrita a cada Carnaval. 

Fonte: Ascom 

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