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Still Faça uma pose, filme de São João de Meriti, RJ Foto: Divulgação

Maior festival de cinema escolar do Brasil reúne 184 filmes de 16 estados e 9 países.

Produções do Rio de Janeiro se destacam nas mostras: Baixada Fluminese traz filme poético sobre a história do afeto homossexual através do tempo. Duas Barras, na região serrana, traz a lenda de um romance trágico na cidade. “Azul” concorre na Mostra Universitária com uma ficção sensível sobre a superação do luto. Trazendo Elisa Lucinda como atriz convidada, “Barulho” mostra a rotina interrompida de um morador com a chegada de vizinhos sambistas.

Evento acontece de 14 a 23 de agosto, em Cachoeiras do Macacu, no interior do Rio de Janeiro, com programação gratuita presencial e online.

 

Vem aí o maior festival de cinema escolar do Brasil. Em sua 18ª edição, o MacacuCine – Festival Internacional de Cinema Escolar – celebra 20 anos de trajetória, apresentando 184 filmes, entre curtas, médias e longas-metragens, produzidos em diversos estados brasileiros e no exterior. De 14 a 23 de agosto, o festival transforma Cachoeiras de Macacu, no estado do Rio de Janeiro, em um grande circuito de cinema, com exibições gratuitas em diferentes espaços da cidade e programação também disponível online, pelo YouTube e pelo site do evento. Neste ano, o festival bateu recorde de inscrições, recebendo 402 filmes de 21 estados brasileiros e 10 países, e espera atrair cerca de seis mil espectadores, a maioria estudantes da rede pública de ensino. 

Produções do estado do Rio de Janeiro se destacam nas mostras. “Faça uma Pose”, filme poético de São João de Meriti, na Baixada Fluminense, conta a história do afeto homossexual através do tempo por meio de fotografias antigas. “A Noiva da Pedra” traz a lenda de um romance trágico e misterioso ocorrido em Duas Barras, região serrana do Rio. “Azul” concorre na Mostra Universitária com uma ficção sensível sobre a superação do luto. “Barulho”, dirigido por Karen Suzane, traz Elisa Lucinda como atriz convidada. 

Voltado à promoção do audiovisual como ferramenta de educação, o MacacuCine reúne produções realizadas por estudantes e educadores, além de obras ligadas ao universo escolar. A programação contempla cinco mostras: três competitivas e duas não competitivas. Concorrem ao Troféu Paschoal Guida e a prêmios em dinheiro os filmes da Mostra Escolar (categorias Nacional e Internacional), da Mostra Universitária (categorias Nacional e Internacional) e da Mostra de Micro Curtas, que exibe 21 produções de até 30 segundos. Os filmes das mostras Escolar e Universitária poderão ser assistidos e votados pelo público a partir das 18h do dia 14 de agosto, no canal do festival no YouTube e no site oficial. Já a Mostra de Micro Curtas acontece pelo Instagram, onde os vídeos serão exibidos e votados diretamente nos Stories. Completam a programação as mostras não competitivas Livre e MICE Cuba (Muestra Internacional Cine Educativo), com produções internacionais realizadas por crianças cubanas, ampliando o intercâmbio cultural e revelando diferentes olhares sobre a infância e a educação por meio do cinema.

Os destaques do estado do Rio de Janeiro no MacacuCine

Forte concorrente na Mostra Competitiva Escolar Nacional, “Faça uma pose” é uma produção de São João de Meriti, na Baixada Fluminense. Dirigido por Alexander Leandro Silva, o curta-metragem de 5 minutos é um ensaio visual poético que investiga a história do afeto homossexual através do tempo. Construído inteiramente a partir de uma montagem de fotografias antigas (datadas entre o final do século XIX e meados do século XX), a produção dá vida e voz a registros de homens que ousaram eternizar seus sentimentos em épocas quando o amor era marginalizado e criminalizado.

O título do filme brinca com a dualidade do ato de fotografar: a “pose” rígida exigida pelas câmeras antigas em contraste com os raros e sutis momentos de intimidade — um toque de mãos, um olhar cúmplice ou um abraço desarmado capturado pelas lentes. Sem a necessidade de atores em cena, a narrativa se apoia na força estática das imagens analógicas, acompanhada por um meticuloso desenho de som e uma narração poética que costura o passado ao presente.

Link: https://drive.google.com/file/d/1vP_97GTiTlK16lO26DBItDbe8r9-bHV0/view


“A Noiva da Pedra”
, dirigido pelo cineasta fluminense Maécio Júnior Gomes, é outro destaque da Mostra Competitiva Escolar Nacional. Enraizado no folclore e na memória coletiva de Duas Barras, município localizado na Região Serrana do Rio, o romance apresenta uma história trágica e misteriosa, marcada por conflitos de escolha e pela preservação da cultura do interior do estado.

Entre as montanhas da cidade nasce a lenda da Noiva da Pedra, uma história de amor proibido, escolhas dolorosas e um destino que atravessa o tempo. Inspirada na tradição oral do município e baseada no livro A Noiva da Pedra, escrito por Maécio, o filme de 15 minutos mistura realidade, mito e elementos do misticismo local para revelar a força da paixão e as marcas que ela deixa na memória de um povo.

Link: https://www.youtube.com/watch?v=DCFPTwAn4qY&feature=youtu.be

Já na Mostra Universitária, também competindo a prêmios, um dos destaques é “Azul”, produção de 20 minutos de Luísa Pinheiro de Andrade, do Rio de Janeiro. No filme, uma jovem cantora, devastada pela morte da namorada, encontra uma possibilidade inesperada de despedida e confronto emocional. Um retrato sensível sobre o luto e a transformação. Representando a UFF, o curta é uma produção independente realizada pela Obscvra e explora com sensibilidade os temas do luto, amor, despedida e transformação espiritual.

Luísa Pinheiro sempre gostou de criar histórias e, depois de adulta, decidiu torná-las realidade por meio do cinema. Bacharel em Cinema e Audiovisual (2025) e Produção Cultural (2022) pela UFF, desempenhou a função de assistente de produção em diversos eventos como festivais de cinema, festivais de música e megashows. Durante a segunda graduação desenvolveu-se como roteirista e cineasta, e fez parte da equipe de diversos projetos audiovisuais desde videoclipes musicais Curtinha (2023), de Juliana Salles, Única (2022) de Ingrid Manzini, Macetinho (2023), de Quéops – a curtas-metragens premiados – “Corrida pra Seattle” (2024), da Carvão Filmes. 

Trailer: https://www.obscvra.com.br/audiovisual/azul/

Na Mostra Livre, outro filme carioca entra como um dos preferidos. É “Barulho”, curta de 17 minutos, dirigido por Karen Suzane e distribuído pela Tarrafa Produtora e Distribuidora, de Pernambuco. Elisa Lucinda aparece no filme como atriz convidada.

Na sinopse, Humberto, um viúvo solitário e preso ao luto, vê sua rotina silenciosa ser abalada pela chegada de dois vizinhos sambistas. Entre o peso do silêncio e a leveza da música, inicia-se uma batalha invisível que o força a encarar a dor da perda — até que o som vence.

Link: https://www.youtube.com/watch?v=SdWMm2a4izc

 

O audiovisual como ferramenta de ensino e aprendizagem

Criado em 2007 pela Associação Cultural Vale do Macacu, o MacacuCine consolidou-se como um dos principais festivais brasileiros dedicados ao cinema escolar e à formação audiovisual. Ao longo de sua trajetória, realizou 18 edições no Brasil, quatro na Argentina e quatro no Uruguai, exibiu mais de 1.800 filmes, envolveu diretamente mais de 50 escolas e impactou mais de 10 mil estudantes, em sua maioria da rede pública de ensino. “Nos últimos cinco anos, o festival ampliou seu alcance e passou a incluir produções não apenas de todo o Brasil, mas também da América Latina e da Europa. Nossa missão é fortalecer o audiovisual como ferramenta de ensino e aprendizagem, promovendo a troca de experiências, o pensamento crítico e a formação de novos olhares”, afirma Filipe Gonçalves, coordenador de produção do festival. Além das sessões de cinema, o MacacuCine desenvolve ações formativas ao longo do ano, levando às escolas oficinas de roteiro, produção e edição audiovisual.

As exibições acontecerão em três espaços no Centro da cidade. O principal deles será uma tenda montada no pátio do Centro Cultural do Antigo Quintino, com capacidade para 150 espectadores, aberta de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h, por onde devem circular cerca de cinco mil visitantes, incluindo três mil estudantes. Haverá exibições também no Ponto de Cultura Vale do Macacu, única sala de cinema do município, com 30 lugares, e funcionamento nos mesmos dias e horários. A programação inclui ainda três sessões gratuitas de longas-metragens em um telão instalado na praça central da cidade.

Iniciativas permanentes voltadas à formação audiovisual e à democratização do acesso ao cinema

O 18º MacacuCine é uma realização da Associação Cultural Vale do Macacu, com produção da Rapsódia Empreendimentos Culturais e apoio do Governo Federal, Ministério da Cultura, Governo do Estado do Rio de Janeiro, SECEC RJ, AMO, Rota 116 e da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB). Além da realização anual do festival, o MacacuCine mantém iniciativas permanentes voltadas à formação audiovisual e à democratização do acesso ao cinema. Entre elas estão o MacacuCine nas Escolas, que leva oficinas de cinema à rede pública; o Circula MacacuCine, com sessões itinerantes em áreas rurais; o Macacu Cineclube, que promove exibições comentadas; o Portal CinEduca, plataforma gratuita de streaming de filmes escolares e materiais pedagógicos; o MacacuCine Lab, dedicado ao desenvolvimento de projetos e à experimentação audiovisual; e o Conecta MacacuCine, mercado-seminário voltado à formação e ao encontro de jovens realizadores.

Para mais informações e programação completa, acesse:
Canal MacacuCine no YouTube
Instagram: @macacucine

 

FICHA TÉCNICA

Realização: Vale do Macacu – Associação Cultural e Ponto de Cultura
Produção: Rapsódia Empreendimentos Culturais
Coordenação de Produção: Filipe Gonçalves
Produção Executiva: Marina Espogeiro
Produção: Guilherme Marques, Luana Pires e Thayse
Assistentes de Produção: Juliana Maciel, Marcia Espogeiro e Natália Falcão
Diretor de Arte: Rafael Porto
Consultor Pedagógico: Wesley Damásio
Oficineiro: Guilherme Marques
Assessoria de Imprensa: Júnia Azevedo – Escrita Comunicação

 

PROGRAMAÇÃO

Abertura oficial: 14 de agosto, 9h, Casa da Arte Wellington Lyra, Rua Prefeito José da Silva, 55, Centro – Cachoeiras do Macacu – RJ

Encontro MacacuCine de Cinema e Educação: 14 de agosto, 18h, Ponto de Cultura Vale do Macacu, Rua Manoel Delfim Sarmento, nº 146, Centro

Conecta MacacuCine: Mercado-seminário voltado a jovens realizadores, com oficinas, palestras e rodadas de negócios, com a participação de instituições como Sebrae, Rio Filme, Festival do Rio, Distribuidora Vitrine e Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do RJ (SECEC RJ). Dias 15 e 16 de agosto, das 9h às 18h, sede da Associação Cultural Vale do Macacu

Exibições presenciais

  • Tenda MacacuCine: 17 a 21 de agosto, das 9h às 17h, Centro Cultural do Antigo Quintino, Av. Governador Roberto Silveira, 146, Centro, capacidade para 150 alunos
  • Cine Macacu: 14 a 19 de agosto, das 17h às 21h, sala de cinema do Ponto de Cultura Vale do Macacu, Rua Manoel Delfim Sarmento, nº 146, Centro, capacidade para 30 pessoas
  • Cinema na Praça: Sessões gratuitas ao ar livre, seguidas de apresentações. De 20 a 22 de agosto (quinta e sexta, a partir das 19h; e sábado, a partir das 17h), Praça Manoel Diz Martinez

Encerramento: cerimônia de premiação com entrega de prêmios em dinheiro e do Troféu Paschoal Guida aos vencedores das mostras competitivas.
Dia 22 de agosto, às 19h, com transmissão ao vivo pelo YouTube

 

Programação completa de 2026 no site do Festival MacacuCine, a partir das 18h do dia 14/08: macacucine.com.br

Instagram: https://www.instagram.com/MacacuCine

Fonte: Junia Azevedo – Escrita Comunicação

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