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Foto: Divulgação

Em meio à expansão do setor de franquias, famílias encontram no empreendedorismo uma oportunidade de fortalecer vínculos e garantir a continuidade dos negócios

 

O Dia dos Pais celebra os laços de afeto, os ensinamentos e o legado construído entre diferentes gerações. No empreendedorismo, essa relação ganha um significado ainda mais especial quando pais e filhos compartilham o dia a dia dos negócios, unindo experiência, inovação e objetivos em comum. No Brasil, as empresas familiares desempenham um papel fundamental na economia. De acordo com o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), cerca de 98% dos pequenos negócios são familiares, demonstrando a relevância desse modelo empresarial para a geração de renda, empregos e desenvolvimento econômico.
 

No franchising, esse movimento também é evidente. Além de oferecer um modelo de negócio estruturado e consolidado, o setor atrai cada vez mais famílias que enxergam na franquia uma oportunidade de empreender em conjunto e dar continuidade às operações de forma saudável, mantendo o mesmo propósito. Segundo a ABF (Associação Brasileira de Franchising), o segmento faturou R$ 72,654 bilhões no primeiro trimestre de 2026, registrando crescimento de 10,1% em comparação ao mesmo período do ano anterior.
 

Nesse contexto, reunimos histórias de 12 redes de franquias que transformaram a parceria entre pais e filhos em casos reais de sucesso. São exemplos de famílias que compartilham desafios, conquistas e a gestão dos negócios, mostrando como o empreendedorismo pode fortalecer vínculos e perpetuar legados entre gerações.
 

5àsec

Franqueado da 5àsec em São Paulo (SP), há 25 anos, o engenheiro agrônomo Bento Luiz Mariotto Vasconcellos, de 70 anos, sempre compartilhou com o irmão o sonho de investir em um negócio próprio. Em 2001, conheceu um franqueado da rede, enquanto o irmão já era cliente da marca. Quando decidiram empreender, buscaram um segmento que, além de promissor, pudesse se tornar um legado para os filhos. Foi assim que escolheram o setor de lavanderias. O investimento deu certo e, com o passar dos anos, o filho de Bento, o engenheiro eletrônico João Gabriel Mesquita Vasconcellos, de 26 anos, passou a demonstrar interesse pela operação, tornando-se cada vez mais presente no negócio da família. Atualmente, ele atua na unidade três vezes por semana, conciliando a rotina na 5àsec com a carreira como engenheiro. “Desde que começou sua participação, nossos controles ficaram muito melhores. Ele analisa dados, gráficos e indicadores, além de acompanhar as metas, e isso trouxe muitos ganhos para a operação. Nunca tivemos uma regra para separar a vida pessoal dos negócios, pois conseguimos conciliar as duas coisas de forma natural. Acho que o ensinamento mais importante que passei para ele foi que devemos liderar pelo exemplo. Precisamos trabalhar da mesma forma que esperamos que os colaboradores trabalhem e entender todo o processo da empresa. Hoje, por exemplo, ele acompanha todas as etapas de manutenção da lavanderia para conhecer o funcionamento dos equipamentos. Tudo é conectado, desde o atendimento ao cliente até a entrega da roupa pronta. Para administrar bem é preciso compreender cada área da operação. Essa experiência tem fortalecido ainda mais a nossa relação. Hoje sabemos exatamente quando cada um precisa ceder e colaborar para que a unidade continue crescendo”, afirma Bento.

 

Água Doce Sabores do Brasil

Franqueado da Água Doce Sabores do Brasil há mais de 30 anos, Roberto Nakanishi conheceu a marca por meio de seus familiares. Após um longo período no Japão junto com sua esposa, Roseli Nakanishi, Roberto voltou ao Brasil para fixar moradia e para iniciar sua jornada no empreendedorismo. Foi dessa forma que o casal foi apresentado ao fundador da rede de franquias, Delfino Golfeto, e investiu em uma operação da marca em Maringá, no Paraná. Com objetivo de expandir, o filho do casal, Vinicius Nakanishi, formado em administração de empresas, foi inserido ao negócio para assumir, aos poucos, a administração do restaurante. “Desde quando era estudante, o Vinicius já estava passando por um treinamento focado na parte administrativa, controles, gestão de custos e DRE. Após concluir o curso, ele está mais à frente de algumas demandas operacionais, como a parte financeira, e acompanhando as inovações do nosso segmento. Com a nossa parceria, já estamos ampliando os nossos negócios, com uma operação da Água Doce voltada para o delivery. Tenho certeza de que com minha esposa e meu filho ao lado, teremos sucesso neste novo empreendimento”, revela.

 

Carflix
Na unidade da Carflix em São Bento do Sul (SC), Luís Fernando P. Voigt, de 43 anos, e o filho Eduardo Voigt, de 18, decidiram começar juntos uma experiência no empreendedorismo. Luís, que já atuava no comércio e na gestão de negócios, conheceu o modelo da Carflix e apresentou a oportunidade a Eduardo, que já tinha vontade de empreender. O filho, que cursa Administração, se interessou pela proposta e os dois decidiram tocar o negócio juntos.
 

Desde o início, a rotina dos dois passou a envolver decisões, conversas e aprendizados sobre a empresa. Luís contribui principalmente com a experiência que acumulou no mercado, ajudando o filho a entender situações e tomar decisões, enquanto Eduardo participa do dia a dia com novas ideias e muita disposição. Os dois contam que também precisaram aprender a separar os momentos em que eram pai e filho daqueles em que eram parceiros de negócio. “Trabalhar em família exige maturidade para separar os papéis de pai e sócio, além de muito diálogo e respeito”, explica Luís.
 

A experiência fez com que os dois passassem a conhecer ainda mais o jeito de cada um trabalhar. Eduardo destaca a facilidade que tem para conversar com o pai sobre os desafios e pedir ajuda quando precisa. Luís, por sua vez, acompanha de perto o amadurecimento profissional do filho. “Hoje nossa relação é ainda mais forte. Conseguimos unir experiência e juventude, aprendendo um com o outro diariamente. Tenho muito orgulho de ver meu filho assumindo responsabilidades, enfrentando desafios e amadurecendo como profissional e como pessoa”, afirma.

 

Divino Fogão

Há seis anos, a rotina do franqueado do Divino Fogão, Silvio Carrera de Miranda, de 55 anos, ganhou um novo significado com a chegada do filho, Lucas Grangeiro de Miranda, de 23, ao negócio. Franqueado da rede há duas décadas, Silvio encontrou no empreendedorismo uma oportunidade de construir um legado familiar. O convite para que Lucas ingressasse na franquia surgiu em um momento delicado: durante a pandemia, quando a empresa enfrentou dificuldades financeiras e precisou reduzir o quadro de colaboradores. Desde então, a parceria entre pai e filho tem contribuído para a evolução da operação, unindo experiência e inovação.

Enquanto Silvio acompanha de perto a rotina da loja e valoriza o contato diário com a equipe, Lucas tem ajudado a modernizar os processos internos do restaurante localizado no shopping São Carlos, no interior de São Paulo. O principal desafio, segundo o empresário, foi equilibrar as diferentes visões de cada geração. Como toda empresa familiar, o trabalho muitas vezes ultrapassa o expediente e invade as conversas em casa, mas a família busca reservar momentos para discutir as decisões de forma conjunta, sempre priorizando o melhor para o negócio. Para Silvio, mais do que ensinar sobre gestão, o maior legado que deseja transmitir ao filho é o valor do trabalho e o respeito pelas pessoas. “Companheirismo” é a palavra que define a parceria entre os dois. “Precisamos estar na mesma sintonia, pulsar o mesmo desejo no coração e entender que o objetivo maior é sempre fazer o melhor para a empresa”, afirma o empresário. Ao olhar para a trajetória construída ao lado de Lucas, o franqueado também deixa um conselho para outros pais empreendedores. “Antes de convidar um filho para o negócio, é importante entender se ele realmente tem vocação para a empresa. Depois disso, acredito que o caminho é confiar e construir esse legado juntos”, finaliza.
 

LavPop

Franqueado da LavPop by 5àsec do município de Paulista, no litoral norte de Pernambuco, Ismael Gonçalo da Silva, de 48 anos, atua como empresário farmacêutico há 20 anos e buscava uma oportunidade de diversificar os investimentos, quando encontrou a LavPop por meio de uma pesquisa. “Procurava por um modelo de negócio que proporcionasse qualidade, um serviço moderno e diferenciado, aliado a uma proposta que atendesse tanto o público jovem como de outras idades. Com o apoio do meu filho, Ihago Mathaus, em pesquisas, nos deparamos com a LavPop. A operação foi aberta no primeiro semestre de 2025 e ele me auxilia na manutenção da operação, dando suporte em todas as áreas do negócio”, revela Ismael, que também conta que o filho estuda Engenharia e é seu braço direito no ponto de venda, trilhando juntos o caminho do sucesso da franquia.

 

Microlins

A história de José Carlos Lucentini e da filha Beatriz mostra como o empreendedorismo também pode fortalecer os laços familiares. Aos 72 anos, o aposentado encontrou na franquia da Microlins, rede de cursos profissionalizantes do Grupo MoveEdu, uma oportunidade para construir um novo capítulo ao lado da filha. Embora já tivesse empreendido antes da aposentadoria, em 2016, a decisão de ingressar no franchising veio apenas em 2025, impulsionada por uma lembrança que atravessou os anos. O primeiro contato com a marca aconteceu quando ele apadrinhou dois jovens que estudaram na escola. “A recepção, a qualidade dos cursos e a didática dos livros me impactaram bastante na época. Guardei essa lembrança”, conta. Anos depois, durante uma visita à filha na Austrália, um conteúdo sobre a Microlins reacendeu a memória e despertou o desejo de empreender novamente. “Relembrei de todo meu contato com a marca e, ao voltar para o Brasil, decidi procurar para entender melhor o modelo de franquia”, afirma. Pai e filha investiram juntos na primeira unidade, em Valinhos (SP), e, poucos meses depois, inauguraram uma segunda escola em Louveira (SP). Para José Carlos, mais do que iniciar um novo negócio após a aposentadoria, a experiência representa a oportunidade de compartilhar desafios, aprendizados e conquistas com Beatriz. “Depois de me aposentar, não quis me tornar inativo, pois tenho uma mente pulsante e busco me movimentar sempre. Mesmo após minha experiência no mercado corporativo e no setor de educação, onde publiquei sete livros e dei aulas no ensino superior, nas franquias ainda estou aprendendo e descobrindo outro universo. Quero sempre ter novas experiências”, finaliza.

 

Milon

Com 40 anos de atuação no setor têxtil, o administrador Carlos Eduardo Costa Moreira, de 59 anos, passou por diversos segmentos ligados ao universo da moda até chegar ao varejo. O empreendedor já administrava uma loja no Independência Shopping, em Juiz de Fora (MG), quando surgiu a oportunidade de assumir a operação da Milon no mesmo empreendimento. O interesse em investir na marca foi imediato. Além da experiência de Carlos, sua esposa, Patrícia Cony Menezes Moreira, sempre sonhou em trabalhar com moda infantil, enquanto a filha, Carolina Menezes Moreira, de 31 anos, publicitária, sempre teve afinidade com crianças e com o universo voltado às crianças. Atualmente, Carlos é responsável pela gestão administrativa e financeira da loja. Já Patrícia e Carolina se dedicam ao atendimento aos clientes, ao suporte às vendedoras, à organização de eventos e à gestão das redes sociais da unidade.

 

“Aliamos a nossa experiência à paixão por trabalhar com esse público tão encantador e com a marca Milon. Atuamos juntos e estamos sempre presentes na loja, não por obrigação, mas por prazer. A principal vantagem de estarmos juntos é o privilégio de uma convivência ainda maior. É claro que tivemos de aprender a lidar com essa proximidade, principalmente quando se trata de separar o lado pessoal do profissional. É muito prazeroso quando vemos os resultados, não apenas financeiros, mas, principalmente, na satisfação e no encantamento dos clientes com o atendimento. Acho que o mais importante para que um empreendimento entre pais e filhos dê certo é manter o foco no objetivo maior, que é o sucesso do negócio, deixando de lado egos e interesses individuais. É preciso pensar sempre no que é melhor para a empresa e se dedicar diariamente para dar o melhor de si. Afinal, nosso maior patrimônio é o cliente satisfeito”, comenta Carlos.

 

Mundo Verde

A história de Eduardo Ether Nogueira, 45 anos, e seu pai, Cícero Casemiro da Costa Nogueira, 72, no empreendedorismo começou de um jeito diferente do mais comum, foi o filho quem apresentou a proposta para o pai. Hoje, os dois são sócios das unidades Mundo Verde Recreio Shopping e Mundo Verde Novo Leblon, no Rio de Janeiro. Eduardo sempre teve interesse pelo varejo e, em 2009, entrou para a equipe de executivos do Mundo Verde. Durante esse período, conheceu de perto a operação da rede e o trabalho dos franqueados, até enxergar a oportunidade de ter uma loja própria.

 

A oportunidade surgiu quando o franqueado da unidade de Petrópolis decidiu vender a loja. Eduardo, que havia se mudado para a cidade, decidiu assumir o negócio e convidou o pai para ser seu sócio. Cícero, que havia construído uma carreira no mundo corporativo e já pensava em se aposentar, aceitou o convite. Os dois compraram juntos a unidade e começaram a empreender lado a lado. Para Eduardo, a parceria também tinha um significado especial, “desde pequeno, ouvia do meu pai que era um sonho ter o próprio negócio. Eu devo muito a ele, porque sempre me incentivou muito”, conta.

 

A sociedade cresceu ao longo dos anos e os dois passaram por diferentes unidades do Mundo Verde. Hoje, Eduardo fica mais ligado à operação, compras, fornecedores, equipe e relacionamento com a franqueadora, enquanto Cícero acompanha a parte financeira e a gestão da unidade do Novo Leblon, além de dar suporte aos funcionários.

 

Para eles, trabalhar em família também significa ter alguém em quem confiar para dividir as responsabilidades do negócio. Quando um precisa se ausentar, o outro assume o suporte necessário e existe espaço para conversar e encontrar soluções em conjunto. “Um cobre o outro quando precisa”, finaliza Eduardo.

 

Rede iGUi

Em 2015, Claudio Cipriano assumiu uma loja da iGUi, maior fabricante e comercializadora global de piscinas pré-fabricadas, na cidade de Suzano (SP) e alcançou bons resultados durante sua gestão, o que gerou em seus filhos o desejo de empreender. Diante do sucesso alcançado, em 2019, Claudio comprou uma nova loja da franquia no município de São José dos Campos (SP), onde atua como Gerente Administrativo junto de sua filha Isabela Fernandes. Sendo assim, passou o comando da operação de Suzano para seu filho Felipe que, por sua vez, deixou sua unidade de Resende, no Rio de Janeiro com outro sócio. A filha mais velha da família Cipriano, Letícia, seguiu os mesmos caminhos do pai e irmãos. Com experiência de loja própria da Splash (outra marca da Rede iGUi), agora está à frente da unidade da iGUi em Alphaville, na cidade de Barueri (SP), que foi inaugurada dia 13 de agosto do ano passado. “Confio muito nos meus filhos, temos muito respeito uns pelos outros e eu considero essa parceria excelente, com ótimos resultados e conquistas. Acredito que o principal fator do sucesso é o nosso companheirismo familiar e divisão de tarefas”, afirma Claudio.
 

Rockfeller Language Center

Aos 60 anos, o arquiteto Edson encontrou na própria família a inspiração e a parceria ideal para iniciar um novo capítulo profissional. Após se aposentar de uma carreira de 25 anos na educação superior, decidiu empreender ao lado dos filhos Iago e Victória, que já atuavam no segmento de idiomas. A experiência de ambos com o inglês, somada ao desejo do pai de continuar contribuindo com a educação, deu origem à unidade da Rockfeller Language em Ponta Grossa (PR). A esposa, Regina, também integra o dia a dia da operação, na área financeira. A escolha pela Rockfeller veio após uma análise criteriosa de redes de ensino, Edson identificou na metodologia e nos valores da marca o alinhamento perfeito com sua visão educacional. “Mais do que um negócio, a escola representa a união da família em torno de um propósito comum e o desejo de crescer e construir juntos”, comenta Edson.

 

Supera

Aos 60 anos, o administrador e psicanalista Saulo Chagas Lino é franqueado do Supera, rede de estimulação cognitiva, desde 2023. A história com a marca surgiu após o empresário decidir investir em uma franquia ao lado da esposa Sylvia Mattos, que é médica, em busca de um negócio que permitisse trabalhar próximo de casa, em Niterói (RJ), e ao mesmo tempo, gerar impacto positivo na vida das pessoas. O Supera é um negócio orientado por propósito, em um cenário em que a longevidade amplia a importância de iniciativas voltadas ao desenvolvimento cognitivo e ao envelhecimento ativo. A parceria familiar ganhou um novo capítulo em janeiro de 2026, quando o filho, Saulo Chagas Lino Junior, de 27 anos, deixou a carreira no jornalismo para integrar a gestão da unidade e Thalles Helmold, de 37 anos, formado em gestão da aviação civil, com especialização em marketing digital, que cuida da área de marketing do negócio. Com perfil voltado para liderança e relacionamento com alunos que buscam manter o cérebro ativo em diferentes fases da vida, o jovem assumiu a área comercial, estruturando processos, definindo metas e fortalecendo as estratégias de captação e retenção de alunos, mudanças que deram mais eficiência à operação e permitiram ao pai dedicar mais tempo ao planejamento estratégico do negócio. Embora conciliem visões diferentes sobre gestão por pertencerem a gerações distintas, ambos compartilham os mesmos valores e aprenderam a respeitar o espaço de atuação de cada um.
 

Para Saulo, o principal ensinamento transmitido ao filho é que liderar pessoas exige sensibilidade e flexibilidade, já que cada situação demanda uma abordagem diferente, principalmente em um trabalho que incentiva pessoas de todas as idades a investirem na saúde cognitiva, na aprendizagem contínua e em uma longevidade com mais autonomia e qualidade de vida. Se precisasse definir a parceria entre os dois em uma única palavra, escolheria “gratificante”. “Ver meu filho caminhando ao meu lado, dividindo responsabilidades, trazendo novas ideias e trabalhando pelo mesmo objetivo é uma das experiências mais gratificantes que já vivi”, afirma o franqueado. Como conselho para outras famílias que desejam empreender juntas, o empresário recomenda que a sucessão seja construída de forma gradual, permitindo que os filhos conheçam a operação aos poucos e assumam responsabilidades de maneira estruturada.

 

Yázigi

Para o economista Diercio Ferreira da Silva Filho, de 62 anos, empreender sempre fez parte de um plano maior, que visava criar uma oportunidade para construir um legado ao lado dos filhos. Após décadas de carreira como servidor público federal, ele decidiu investir em uma franquia do Yázigi, rede de idiomas, em 2021, já de olho na aposentadoria e na possibilidade de formar uma empresa familiar. O projeto ganhou força com a entrada do filho, Diercio Ferreira da Silva Neto, de 32 anos, engenheiro de alimentos, que assumiu a gestão administrativa da escola inaugurada em 2022 no bairro de Pampulha, em Belo Horizonte (MG). Enquanto o pai concentra sua atuação nas estratégias comerciais e no relacionamento com alunos e famílias, o filho aplica sua experiência em gestão de processos para cuidar das áreas administrativa, financeira e de contratos. A combinação de competências tem contribuído para os resultados da unidade, que conquistou destaque nacional dentro da franquia, que foi adquirida pelo Grupo MoveEdu em janeiro de 2026.

Como em toda empresa familiar, separar a convivência profissional da vida pessoal continua sendo um desafio, especialmente diante das demandas do dia a dia. Ainda assim, Diercio Filho acredita que o alinhamento de papéis fortalece não apenas o negócio, mas também a relação entre eles. “‘Amizade’ é a palavra que melhor define essa parceria, já que o segredo de empreender em família está em estabelecer regras claras desde o início”, revela o empresário. Como conselho, o franqueado reforça que é importante não confundir o papel de pai com o papel de sócio. “Quando cada um sabe exatamente suas responsabilidades e como as decisões serão tomadas, os conflitos deixam de ser pessoais e passam a ser questões de gestão. Isso preserva tanto a empresa quanto a relação familiar”, aconselha.

Fonte: Caroline – DFreire

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