Foto/Divulgação: Matheus Romano
A Casa da Favela encerra a programação deste sábado (25) na Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) com um grande Baile de Favela. Após um dia de debates sobre literatura, identidade, futuro e transformação social, o evento aposta na música para fechar as atividades, destacando o funk como patrimônio cultural do Rio de Janeiro.
Realizada pela Agência de Notícias das Favelas (ANF), a programação reafirma a favela como um território de produção de conhecimento, arte, resistência e diversão. O baile será o ponto alto das atividades do dia e terá no repertório clássicos como Rap da Felicidade, Rap do Borel, Porque Te Amo e A Dor do Desprezo.
Ao longo da manhã, a Casa da Favela reúne escritores, artistas, comunicadores e lideranças para debater os futuros possíveis construídos a partir das periferias brasileiras. A programação começa às 10h com a mesa “Do corre aos futuros possíveis: A favela imagina o mundo”, que discute como cultura, comunicação e território transformam vivências e criatividade em novas formas de imaginar e construir o futuro. Na sequência, às 13h, a mesa “Ajeum Literário: fé, palavra e partilha nas periferias” propõe uma reflexão sobre o papel das diferentes expressões de fé e espiritualidade como formas de cuidado, acolhimento e resistência nos territórios periféricos.
À tarde, a programação abre espaço para crianças, famílias e educadores com a mesa “Quem conta um conto planta um futuro”, que destaca a literatura infantil como ferramenta de transformação social e formação de leitores. Em seguida, o debate “Afeto como prática política na construção de vidas possíveis” reúne pensadores e artistas para discutir identidade, subjetividade e resistência nas experiências negras, tendo o afeto como caminho para fortalecer o pertencimento, a memória e a construção de novos futuros.
Às 19h, o público acompanha a intervenção literária “GRITA: vozes que atravessam o silêncio”, inspirada na obra de Kaliman Chiappini, que une literatura e performance em uma leitura dramatizada sobre memória, identidade e resistência. Na sequência, às 20h, um show de hip hop aquece o público para o Baile de Favela, que encerra a programação com música, celebração e valorização da cultura produzida nas periferias brasileiras.
A IV edição da Casa da Favela conta com o patrocínio master da CAIXA Econômica Federal, patrocínio do SEBRAE, apoio institucional do Ministério da Cultura e do Ministério da Educação, além do apoio da Fundação Casa de Rui Barbosa, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Periferia Brasileira de Letras.
