Heloisa Helena e Paulo Pinheiro. Foto/Divulgação
Em visita à farmácia que distribui gratuitamente remédios de alto custo, Heloisa Helena e Paulo Pinheiroouvem relatos dramáticos enfrentados por fluminenses
O Rio de Janeiro vem sofrendo com a falta de medicamentosde alto custo e uso contínuo. Em visita nesta sexta-feira (dia 10.07) à Rio Farmes, na Cidade Nova, Heloisa Helena e Paulo Pinheiro viram de perto o drama de fluminenses que estão sendo obrigados a interromper tratamentos devidoà ausência de alguns remédios na Farmácia Estadual de Medicamentos Especiais.
“Nós recebemos muitas reclamações de famílias desesperadas. Há pessoas comdoenças graves, como câncer, morbidades psiquiátricas e raras, e que não estão recebendo as medicações. Por isso mesmo que há três meses apresentei, na Câmara dos Deputados, projeto de lei que torna obrigatória a divulgação de informações sobre disponibilidade e previsão de descontinuidade de medicamentos no âmbito do SUS e cria plataforma nacional de monitoramento de medicamentos, no âmbito do Ministério da Saúde, com informações atualizadas sobre todos os fármacos.O acesso às informações é fundamental para que o cidadão possa planejar adequadamente seu tratamento, evitar interrupções e exercer plenamente seu direito constitucional à saúde”, defende Heloisa Helena, pré-candidata a deputada federal pelo Rio de Janeiro pelo partido Rede Sustentabilidade.
De acordo com o médico Paulo Pinheiro, pré-candidato a deputado estadual pelo Rio pelo PSOL, o Ministério da Saúde e a Secretaria estadual de Saúde têm o dever de garantir o acesso da população mais pobre aos medicamentos.
“Nossa preocupação é com o paciente. As pessoas quevêm à Rio Farmes são pessoas humildes e quevêm, de trem e de ônibus, buscar medicamentos essenciais e que lhes mantêm vivas. Eles não têm condições econômicas de comprar medicamentos caros. Por que faltam remédios? Não é culpa da Rio Farmes, que é uma distribuidora de medicamentos. Os erros estão em compras, em licitações feitas pelo Ministério da Saúde e pela Secretaria estadual de Saúde. É uma vergonha. A falta de medicamentos pode levar as pessoas à morte’’, lembra Paulo Pinheiro.
Fonte: Ana Paula Araripe
