Foto/Divulgação: Rafael Ribeiro
Por Guilherme Pinheiro
Raphinha sobra nos gramados europeus com a camisa do Barcelona e disputa os principais prêmios individuais do esporte. Por outro lado, ele carrega o peso de atuar no time nacional às vésperas de mais uma Copa do Mundo. Durante a coletiva de ontem (10/06) em Nova Jersey, o camisa 11 abordou justamente esse contraste poucos dias antes da estreia contra o Marrocos.
Cobrar excelência de quem brilha na Liga dos Campeões representa um movimento natural das nossas arquibancadas. Portanto, o jogador aceita o desafio de espelhar o rendimento europeu nos jogos do Brasil: “Se a gente é cobrado pelo que fazemos no clube, podemos fazer pela Seleção também… Não tenho problema de falar que podemos melhorar.”
Com a confiança irrestrita dos bastidores, o camisa 11 se consolidou como peça cativa no elenco desde a reta final da era Tite em 2022. Após a primeira convocação, ele conseguiu agradar a todos os comandantes que passaram pela Seleção. Ramon Menezes, Fernando Diniz, Dorival Júnior e, agora, Carlo Ancelotti confiaram no talento do Raphinha. Apesar da sequência de titularidade, o distanciamento afetivo da torcida ainda ecoa na carreira do atleta.
Muitos talentos deixam os gramados brasileiros cedo demais, e isso frequentemente quebra o elo emocional com o público local. Sendo assim, o carinho que ele recebe na Espanha soa muito mais palpável: “Sinto que realmente é diferente o carinho do torcedor brasileiro em relação ao pessoal de fora que me acompanha diariamente.”
O atacante ainda destacou que a entrega física compensa qualquer noite de pouca inspiração técnica: “Entendo que tem gente que não goste do meu futebol, está tudo bem. Vai ter dias que não vou entregar, mas vontade sempre vou entregar. Sempre busco dar meu melhor. Saí muito jovem do Brasil, então é normal que a galera desconfie.”
