Foto/Divulgação: Rafael Ribeiro
Por Guilherme Pinheiro
A Copa do Mundo de 2026 mal começou e já revela um adversário silencioso nas arquibancadas norte-americanas. O clima na Copa chama a atenção de muitas delegações e tira o sono dos treinadores estrangeiros. Porém, os jogadores brasileiros podem tirar certo proveito dessa panela de pressão… Nossos jogadores estão acostumados a atuar sob o forte sol do Brasil desde os tempos da base.
A organização Climate Central realizou um estudo sobre as temperaturas nas sedes do torneio nos Estados Unidos. Eles apontaram o duelo da Seleção Brasileira contra a Escócia como o ponto crítico da primeira fase. Consequentemente, esse jogo decisivo no Hard Rock Stadium, em Miami, tem 95% de chance de ocorrer sob calor intenso. Imaginem os escoceses correndo atrás da bola dentro desse verdadeiro forno.
Nossa estreia contra o Marrocos neste sábado (13/6), em Nova Jersey, também reserva um ambiente bastante hostil. Os meteorologistas cravam uma máxima de 32°C para o momento do apito inicial. Além disso, a vizinha Nova York deve bater os 35°C logo na véspera do confronto. Isso quebra com folga o recorde de calor registrado no ano passado. Com a umidade elevada da região, a sensação térmica salta para cruéis 40°C.
O torcedor brasileiro precisa redobrar a atenção do lado de fora das arenas. As filas longas e o asfalto quente cobram um preço físico alto de quem viajou para apoiar o time. O clima na Copa ganha proporções ainda maiores e mais perigosas nos dias seguintes ao nosso primeiro jogo. A onda térmica avança sem freio pelo Meio-Oeste e já castiga a Costa Leste americana.
