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Foto/Divulgação: Rafael Ribeiro/CBF

Por Guilherme Pinheiro

Faltam poucos dias para a bola rolar na Copa do Mundo e o mistério de Ancelotti já domina os bastidores. O treinador italiano divide seu tempo entre reflexões solitárias e conversas diretas com o elenco. Consequentemente, ele transforma a concentração em um verdadeiro laboratório tático.

Para resolver os problemas normais de um torneio tão intenso, o técnico busca soluções caseiras, cobrando versatilidade dos 26 convocados. Durante os treinamentos diários, o comandante exige essa adaptabilidade, embaralhando as opções e escondendo o jogo dos curiosos:

“A competitividade é muito grande… Ancelotti tem experiência suficiente para saber quem vai jogar de acordo com o jogo.”, afirmou Matheus Cunha.

Cunha ilustra perfeitamente esse perfil multifuncional procurado pela comissão técnica de Ancelotti. Ao longo de sua carreira, o jogador já atuou até como volante. No entanto, ele agora ataca com vigor e também assume a responsabilidade da recomposição e marcação.

Além disso, os demais companheiros de setor ofensivo seguem a mesma cartilha tática, atuando com mobilidade e auxiliando na recomposição. Raphinha, Rayan e Endrick possuem capacidade física para atuar tanto pelas pontas quanto centralizados.

Até mesmo os zagueiros precisaram recalcular rotas devido às circunstâncias físicas da competição. Danilo e Ibañez aceitaram improvisar papéis e podem atuar como laterais de ofício para cumprir a função de Wesley. Como resultado, ambos disputam hoje a titularidade no lado direito da Seleção Brasileira.

O sacrifício individual vale a pena porque apesar do mistério no time titular, o treinador valoriza quem entrega alternativas reais. Quem oferecer o maior leque de opções táticas, sem comprometer, certamente garantirá seu lugar no time do comandante italiano.

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