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Foto/Divulgação: Al-Ahli

Por Guilherme Pinheiro

 

Carlo Ancelotti ganhou uma dor de cabeça inesperada com a lesão do lateral Wesley, mas a solução para a estreia contra o Marrocos pode vir de onde poucos esperavam. O zagueiro Ibañez surge como uma opção para assumir o lado direito da Canarinho no sábado. Aos 27 anos, o jogador do Al-Ahli ganhou minutos atuando no último amistoso que ocorreu contra o Egito.

Ibañez demonstra total desprendimento sobre qual função vai exercer nos gramados. “Independentemente da posição em que eu for utilizado, me sinto pronto. Seja onde for, estarei preparado para representar o meu país. Como zagueiro ou lateral, me sinto pronto para atuar em qualquer uma dessas posições”, afirmou o atleta nesta terça-feira. Consequentemente, sua polivalência pode ser explorada no tabuleiro estratégico de Ancelotti.

Não há, porém, nenhuma definição antecipada sobre quem joga, pois o experiente Danilo segue firme no páreo para a lateral direita. O veterano do Flamengo, de 34 anos, entrou bem na lateral contra o Egito no último fim de semana, logo após a contusão de Wesley. Naquela mesma partida em Cleveland, Ibañez iniciou o duelo como zagueiro.

Questionado sobre quem de fato assume a lateral no sábado, o jogador preferiu adotar um tom cauteloso, misturando foco e bom humor. “Trabalhei forte na semana passada e também nesta semana, dando o meu melhor para estar o mais preparado possível para esse jogo de estreia. É o máximo que posso falar. Se eu falar mais do que isso, depois fica ruim para mim”, brincou. Portanto, a escalação final fica sob absoluto sigilo nos bastidores.

Sem receber nenhum tipo de promessa ou regalia, o atleta lida bem com a concorrência e elogia a transparência do chefe. “Ancelotti é muito direto e objetivo. Dentro do grupo, ele esclarece bastante as coisas. Com o Danilo, o dia a dia também é muito bom, ele tira dúvidas dentro do grupo e também faz as duas funções. Mas não teve nenhuma conversa especial”, detalhou.

Havia quem questionasse a decisão do jogador quando trocou o futebol italiano pela Arábia Saudita. O próprio defensor admitiu o receio de sumir do radar da Amarelinha, mas o efeito prático acabou sendo o oposto na sua carreira. Com sete convocações no currículo, ele ganhou experiência jogando no Oriente Médio e absorveu novas responsabilidades de liderança tática no Al-Ahli.

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