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Saúde amplia conscientização sobre Doença Falciforme. Foto: Divulgação

Em alusão ao Dia Mundial de Conscientização das Doenças Falciformes (19 de junho), a Secretaria de Saúde de Macaé por meio do Programa Municipal de Doenças Falciformes irá promover uma série de capacitações voltadas aos profissionais da rede de saúde. A iniciativa busca ampliar o conhecimento sobre a doença e qualificar o atendimento aos pacientes no município.

Atualmente, Macaé possui 72 pacientes cadastrados para acompanhamento no Programa Municipal de Doenças Falciformes. Os pacientes são compostos por bebês, crianças e adultos, que recebem assistência integral por meio da rede municipal.

A coordenadora do programa municipal, Myrna Maximiano Mendes Miranda, reforça que o diagnóstico precoce é fundamental para melhorar a qualidade de vida dos pacientes. “A identificação da doença pode ser feita logo nos primeiros dias de vida através do teste do pezinho, realizado preferencialmente entre o 3º e o 5º dia após o nascimento”, disse.

Ela acrescenta que após os quatro meses de idade, o diagnóstico pode ser confirmado pelo exame de eletroforese de hemoglobina, disponível pelo SUS e solicitado por médicos e enfermeiros nas unidades de saúde. “A eletroforese também é obrigatória durante o pré-natal, devendo ser oferecida às gestantes e seus parceiros para identificar a presença do traço falciforme, marcador genético relacionado à doença”, frisou.

O Programa Municipal de Doenças Falciformes conta com uma equipe multiprofissional formada por médico hematologista, enfermeira, assistente social e assistente administrativo, atuando em parceria com o HEMORIO. O atendimento é realizado na Casa da Criança e do Adolescente, localizada na Rua Dr. Télio Barreto, 316, 3º andar, sala 304, no Centro. O funcionamento ocorre de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h.

Capacitação
As capacitações acontecerão nos dias 18 e 25 de junho, no auditório do Paço Municipal, das 8h às 12h, com públicos distintos e conteúdos específicos.

No dia 18, o treinamento será destinado a auxiliares e técnicos de enfermagem, recepcionistas das unidades de saúde, agentes comunitários, auxiliares de saúde bucal, dentistas e equipes multiprofissionais da atenção básica. O tema central será “Doença Falciforme: conhecer para cuidar”.

Já no dia 25, o curso será voltado para médicos e enfermeiros da rede pública e privada, com aprofundamento em diagnóstico, manejo clínico e tratamento da doença, além de orientações específicas para profissionais do pré-natal e da puericultura.

A coordenadora do programa municipal, Myrna Maximiano Mendes Miranda, destaca que entre os assuntos abordados na programação estão a organização do Programa Municipal de Doenças Falciformes; notificação compulsória da doença; saúde da população negra; diagnóstico precoce; cuidado e tratamento dos pacientes.

As capacitações serão conduzidas pelo médico hematologista e professor da UFRJ, Glauber Miranda de Lacerda, pela enfermeira e coordenadora da DANTS, Jéssika de Souza Celestino, e pela assistente social e coordenadora do programa municipal, Myrna Maximiano Mendes Miranda.

Doença Falciforme
A Doença Falciforme é uma condição genética e hereditária causada por alterações na hemoglobina, proteína responsável pelo transporte de oxigênio no sangue. Nesses pacientes, os glóbulos vermelhos assumem formato semelhante a uma foice, dificultando a circulação sanguínea e a oxigenação adequada do organismo.

As crises podem ser desencadeadas por esforço físico, desidratação, infecções, estresse e exposição ao frio. Entre as principais complicações estão crises de dor, anemia, infecções, acidente vascular cerebral, síndrome torácica aguda e problemas renais e oculares.

Segundo dados do Ministério da Saúde estima-se que entre 60 mil e 100 mil pessoas vivem com Doença Falciforme, no Brasil. A notificação compulsória da doença em todo o país passou a vigorar em 2023, o que ainda dificulta dados mais precisos.

A doença tem maior incidência entre pessoas pretas e pardas, devido à sua origem genética africana, embora possa atingir pessoas de diferentes grupos étnicos. Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul estão entre os estados com maior número de casos registrados.

Fonte: www.macae.rj.gov.br

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