GPy-21

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A segunda edição do Guanabara Pyranga – Encontro de Culturas da Guanabara realizou sua programação de abertura, com a Caminhada Paranapuã e o Conselho Kaysara na Ilha do Governador, além de uma intensa agenda de encontros, performances, debates e shows no Centro de Artes UFF, em Niterói, entre os dias 11, 18 e 19 de abril.

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Seguindo na agenda do Abril Indígena, agora o público ainda pode vivenciar parte importante do projeto por meio das atividades que seguem em cartaz: a exposição e a mostra de filmes “Guanabara Pyranga: Marés”, que continuam ocupando o Centro de Artes UFF ao longo do mês.

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A exposição reúne obras dos artistas Emilia Estrada, Glicéria Tupinambá, Rona Neves, Tayná Uràz e Ziel Karapotó, propondo reflexões sobre memória, território e ancestralidade a partir das relações com as águas. Pode ser vista até 1º de maio. 

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“As obras reunidas em ‘Guanabara Pyranga: Marés’ refletem o sobe e desce de rios, mares e oceanos. Travessias orientadas pelas fases da lua, diálogos entre gerações e dimensões. Os peixes, ancestrais antigos dessas águas, conectam os trabalhos como notícias trazidas pelas marés. Ora enredados, ora metamorfoseados com pernas e braços, são eles que nos conectam à lua, a um córrego, a uma investigação transatlântica ou a um poema. A poeta Adília Lopes diz que ‘escrever um poema é como apanhar um peixe com as mãos’. Nesta exposição, nós tentamos escrever um poema”,  afirmam os curadores do projeto, Renata Tupinambá, Nana Orlandi e Lucas Canavarro. 

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Já a mostra de filmes, em exibição até o fim de abril, apresenta produções de realizadores indígenas e afrodiaspóricos contemporâneos. No dia 28 de abril, a sessão é às 19h30 e terá os filmes “Faísca”, de Bárbara M Kariri; “Ouro negro é a gente”, de Aline Baiana; e “Mundukuruyü”, de Aldira Akay, Beka Mundukuru e Rilcélia Akay. E no dia 30, às 17h, a programação é composta por “Mulheres Peixe”, de Aldira Akay, Beka Munduruku, Rilcélia Akay e Sloane Boamorte (Akuã Arts); “As Marisqueiras de Boa Viagem”, de Julia Botafogo e Tais Lobo; e “Praia Formosa”, de Julia de Simone.   

Com programação gratuita, o Guanabara Pyranga articula arte, cultura e vivência territorial a partir das relações entre comunidades tradicionais e as águas. O programa propõe, nesta segunda edição,  uma plataforma de diálogo destacando práticas de resistência e cuidado ambiental existentes em diferentes baías, conectando experiências da Guanabara a outras regiões do Brasil.

Mais informações podem ser conferidas no perfil do Instagram @guanabarapyranga

Guanabara Pyranga é idealizado e produzido pela Originárias Produções e pelo Mi Mawai e apresentado pelo Governo Federal, Ministério da Cultura, Governo do Estado do Rio de Janeiro, Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, através da Política Nacional Aldir Blanc. 

Serviço
Exposição Guanabara Pyranga: Marés
Até 01/05 – Centro de Artes UFF, Niterói

Mostra de Filmes Guanabara Pyranga: Marés
Até 30/04 – Centro de Artes UFF, Niterói

Entrada gratuita

Fonte: Clara Lugão 

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